'Carta de Londrina' defende o adiamento
Além de reivindicar à Assembléia Legislativa a imediata abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar as denúncias de corrupção contra o Banestado, a audiência pública realizada na noite de terça-feira, em Londrina, decidiu requerer também do governo e da administração do banco que divulguem amplamente todos os laudos de avaliação realizados por consultoria contratada pelo Banestado. Essas reivindicações constam do documento intitulado Carta de Londrina, que está sendo enviado a várias entidades de classe e dos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo municipais e estadual.
A Carta de Londrina reivindica ainda à administração do Banestado o estabelecimento imediato de negociações com o órgão representante da categoria dos trabalhadores do banco, para garantir as relações de emprego e demais direitos; e propor à Assembléia Legislativa do Estado do Paraná a apresentação de um projeto de emenda constitucional inserindo na Constituição do Estado do Paraná um dispositivo que imponha a realização de plebiscito sempre que o patrimônio público for objeto de alienação a qualquer título.
Queremos que a audiência mobilize outras cidades do Paraná a encampar esse movimento contrário à privatização. Antes de qualquer decisão nessa questão, é necessária uma ampla discussão com a sociedade civil, defende Elza Correia. Ela acredita que a organização dos municípios possa sensibilizar as pessoas que estão à frente da privatização para que adiem o leilão, abrindo espaço para a discussão pública sobre o futuro do banco. Essa privatização é imatura e se acontecer, o banco passará à iniciativa privada deixando muitas perguntas sem resposta, acrescenta a vereadora. (Benê Bianchi)





