Arquivo FolhaNova linhaCutolo, da CEF: ‘faixa light’ referenda forma já usada pela instituição O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Sérgio Cutolo, anunciou ontem que a instituição contará com R$ 2 bilhões para financiar imóveis pelo Programa de Carta de Crédito. ‘‘A meta é liberar 3 mil cartas por mês até o final de 98’’, disse Cutolo. Em 97 a Caixa financiou R$ 800 milhões, liberando 20 mil cartas de crédito no ano todo. Cutolo confirmou que a CEF fortalecerá a atual forma de grandes centros para atender à classe média.
A Caixa financia hoje até 80% de imóveis no valor máximo de R$ 120 mil. A diretora da área de crédito privado da CEF, Isabel Pereira de Souza, informou que está em estudo a ampliação desse percentual para 100%.
A Caixa contratou ainda 11.500 contas de financiamento através do Poupanção. Cutolo disse que a meta é liberar crédito para todos esses poupadores até o final de 98, apesar de alguns contratos terem o prazo de entrega do financiamento até 99. Ele disse que isso será possível a partir de recursos próprios na Caixa Econômica Federal.
Cutolo disse que o modelo de financiamento do Poupanção deve ser utilizado como única forma de financiamento da Caixa, substituindo num longo prazo as cartas de crédito. Esse sistema que exige que o beneficiário poupe por um ano, deixa mais transparente o sistema de crédito a mutuários. Ele disse ainda que esse sistema estimula a poupança interna e estabelece um critério claro de concessão de financiamento.
Todos os novos contratos de financiamento da Caixa com exceção aos que estão atrelados aos recursos do FGTS serão formatados dentro do novo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). Cutolo destacou que em janeiro cobrarão da Companhia Brasileira de Securitização (Cibrasec) um modelo padrão para os contratos de securitização, que são utilizados no SFI.
Em 97 foram financiados, pela Caixa, 200 mil imóveis. Além dos 20 mil financiados pela carta de crédito, outros 180 mil imóveis foram financiados com recursos do FGTS. Cutolo destacou que em 98 deve se manter essa mesma média. A Caixa contratou com recursos do FGTS R$ 2,5 bilhões para a habitação. Em 98 esse número deve se manter.
O presidente da Caixa destacou que a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de criar uma nova linha de crédito para a chamada ‘‘faixa light’’, apenas referendou uma forma de financiamento que a CEF mantinha há dois anos. Esse novo modelo é similar ao da carta de crédito, segundo ele. Cutolo disse ainda apostar uma trajetória declinante da TR rapidamente. Ele acredita que a mudança no redutor da TR mostra uma tendência de redução das taxas de juros.

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