Carta apócrifa prega o boicote ao consumo
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 08 de setembro de 2000
Marta Medeiros De Maringá 
Cópias de uma carta apócrifa pedindo o boicote aos postos de combustíveis de Maringá estão circulando em vários pontos da cidade. No texto escrito a mão, o autor desconhecido lembra que os preços do litro da gasolina e do álcool em Maringá são os mais caros da região. A carta ressalta o boicote ao consumo com o objetivo de levar os demais postos a reduzirem os preços. Há quase dois anos o motorista de Maringá reclama da formação de cartel no setor.
O Sindicombustíveis de Maringá informou que sabe da existência da carta e que o assunto já foi levado a uma reunião da entidade, mas que nenhuma providência será tomada até pela falta de identificação do autor. Conforme o sindicato, as informações de que os preços praticados em Maringá não são justos não procedem. O sindicato destaca que os postos não podem mais reduzir o preço sob pena de inviabilizar os negócios.
A formação de cartel em Maringá já originou abertura de inquérito policial e de uma série de reclamações ao Procon. Nos postos não há praticamente diferença nos preços ao consumidor. O litro da gasolina comum custa R$ 1,49 e do álcool, R$ 0,96. Na carta, o autor lembra que os consumidores não têm a quem recorrer, ao contrário da organização dos donos de postos.
O texto apócrifo finaliza o pedido ao boicote com três sugestões ao leitor. Se o consumidor está chateado não deve mais abastecer; se estiver revoltado deve fazer três cópias do protesto e passar para frente, e caso esteja furioso, a carta deve ser fotocopiada 100 vezes para engrossar o movimento.


