Os preços dos carros Volkswagen vão subir mais 1,5% e os da Fiat mais 1,56% em média hoje por conta da elevação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). No caso dos modelos populares da Volks, o reajuste será de 2,12%. Para alguns modelos o reajuste chegará a mais de 4% - caso das versões 2.0 da Volks e da linha Marea, da Fiat. As duas montadoras confirmaram que os reajustes valem a partir de hoje, quando os concessionários receberão as novas tabelas.
As demais montadoras também vão repassar a elevação do IPI, cuja alíquota ficou este mês cinco pontos percentuais mais elevada. No caso da Volks os preços já foram reajustados em 1,5% no dia 31, e os da Fiat na média de 1,19% ontem. Portanto, os preços dos carros subiram duas vezes somente nos cinco primeiros dias deste ano.
O gerente de vendas de automóveis da Volkswagen, José Santiago Soler, explicou que o reajuste de 1,5% na linha Volks - exceto o Gol Special - no dia 31 foi feito para cobrir o aumento de custos com os itens de segurança que tiveram que ser incluídos nos carros por força da nova legislação de trânsito. ‘‘Isso inclui o cinto de segurança de três pontos, o espelho retrovisor no lado direito e até a bolsa de primeiros socorros’’, explicou Soler. Segundo ele, a nova fórmula de cálculo de IPI para carros importados deverá resultar num reajuste ainda maior para os modelos estrangeiros.
Soler estima que os modelos estrangeiros serão reajustados entre 3% e 9% por conta da mudança. O IPI dos importados vinha sendo calculado sobre o faturamento. O governo mudou a regra, passando a aplicar o tributo sobre o preço do veículo. Isso resulta numa diferença de preço. Soler explica que as montadoras estão tentando fazer o governo voltar atrás. Até agora os concessionários não conseguiram repassar para o consumidor sequer os preços válidos antes dos aumentos. Eles vêm trabalhando com descontos de 5% a 7% em média.
As concessionárias venderam no mês passado cerca de 108 mil automóveis e comerciais leves, 9% mais que as 99 mil unidades negociadas em novembro. A estimativa é de Hugo Maia, presidente da Fenabrave, a associação que reúne os distribuidores de veículos. Os números oficiais somente devem ser divulgados no início da próxima semana.
Para o presidente da Fenabrave, o bom desempenho no setor em dezembro é resultado de um ‘‘mercado contido nos meses anteriores. Segundo Maia, havia ‘‘falta de confiança do consumidor. Quando ficou claro que o governo não iria abrir mão do aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e que haveria alta dos preços, os clientes decidiram aproveitar as promoções’’, diz Maia. Para este mês, as concessionárias prevêem vender cerca de 110 mil automóveis e comerciais leves, ou seja, repetir o resultado de dezembro, apesar do aumento de preços provocado pela alta do imposto. Os carros que pagavam 8% de IPI, passam a pagar agora 10%. A alíquota de 25% sobe para 30%, e a de 30% para 35%.

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