Carros paraguaios já passam pelo rodolúvio
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quarta-feira, 28 de março de 2001
Emerson Dias De Foz do Iguaçu 
O Ministério da Agricultura de Foz do Iguaçu finalizou as obras do tanque com solução antiaftosa na Ponte Internacional da Amizade (Brasil/Paraguai). Problemas técnicos impediram o início do funcionamento anteontem, juntamente com o rodolúvio da aduana argentina.
Um erro de cálculo no projeto original provocou um desnível no reservatório montado na BR-277. A solução acabava escorrendo sobre as lombadas. As chuvas também prejudicaram o término das obras. O rodolúvio da aduana paraguaia é semelhante ao que está funcionando na fronteira com a Argentina. O tanque possui cinco metros de comprimento por quatro de largura e tem capacidade para três mil litros de um líquido antiséptico, composto por água e iodo (proporção de um litro do produto químico para 300 litros de água). A solução é usada para desinfetar os pneus dos veículos vindos de Ciudad del Este contra o vírus da febre aftosa.
Um pedilúvio, esponja de quatro metros quadrados encharcada com o mesmo líquido, está sendo usada pelos pedestres (são cerca de 15 mil/dia) que circulam nas passarelas da Ponte da Amizade. A fiscalização da aduana argentina (próxima a Ponte Tancredo Neves, via que liga Foz a Puerto Iguaçu) continua aguardando a definição do local onde será instalado o tapete antiaftosa, destinado aos pedestres e passageiros de ônibus. O chefe do Ministério da Agricultura em Foz, Gil Bueno de Magalhães, explicou que o estacionamento no local é grande, dificultando a escolha de um ponto único onde os visitantes pudessem descer e desinfetar os pés. Desde a proibição da entrada de animais vivos vindos do Paraguai e da Argentina determinada pelo Ministério da Agricultura, não foi registrada qualquer importação de carne bovina. Nos três únicos meses do ano passado (entre maio e agosto) em que o governo brasileiro liberou a comercialização de carne paraguaia, passaram pela fiscalização de Foz 8.240 animais vivos e 2,6 mil toneladas de carne bovina.


