Carros e construção elevam vendas do varejo
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Fábio GalãoEquipe da Folha 
Curitiba - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem que o comércio varejista do País teve em novembro de 2009 um aumento de 1,1% no volume de vendas e de 1,3% na receita nominal na comparação com outubro. Segundo o IBGE, o desempenho foi positivo pelo sétimo mês consecutivo no volume de vendas, e pelo oitavo mês seguido para a receita nominal.
O varejo ampliado, que soma os setores de veículos e material de construção ao varejo simples, apresentou em novembro variações de 0,6% no volume de vendas e de 0,5% na receita nominal na comparação com o mês anterior.
O IBGE também divulgou dados setorizados dos 26 Estados e do Distrito Federal, comparando os índices de novembro de 2009 com o mesmo mês no ano anterior e também os acumulados no ano e em 12 meses.
Os números do Paraná indicam a importância que as vendas de veículos e material de construção tiveram no Estado em novembro. Quando é considerado somente o varejo simples, o Paraná teve apenas o 18º melhor desempenho na comparação com novembro de 2008 no volume de vendas (crescimento de 7,2%) e o 17º na receita nominal (9,4%). Entretanto, no varejo ampliado, o Paraná foi o 12º no volume de vendas (aumento de 16,5%) e o 11º na receita nominal (16,3%).
''O que podemos associar é que esses dois setores, importantes na economia, tiveram bom desempenho no Paraná pela pressão na mídia, devido à divulgação de vantagens para compras, como juros baixos e parcelamento, mas também se nota uma priorização de compras ou antecipação de necessidades por parte do consumidor. Muitas pessoas pensam que até que estão com um carro bom, mas decidem comprar um novo porque não querem perder vantagens que estão sendo oferecidas na venda'', explica Vamberto Santana, assessor econômico da Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio).
Ele afirma que as vendas de veículos podem ter sofrido um impulso no interior do Paraná devido à expectativa de uma boa safra agrícola em 2010. ''Esse otimismo influencia na compra de veículos para transporte de cargas, além de tratores e colheitadeiras'', diz o assessor.
''No setor de materiais de construção, novembro e dezembro tradicionalmente concentram maior demanda por esses itens, já que muitas pessoas querem fazer pequenas reformas e adequações na casa para o Natal'', complementa Santana.
Roseli Stival Negrão, gerente da Jawal Comércio de Materiais de Construção, de Curitiba, registrou um desempenho de vendas melhor no final do ano passado na comparação com 2008. ''O período de novembro e dezembro geralmente é bom. Em 2009, nossas vendas ficaram um pouco acima. O pessoal compra nessa época bastante material de acabamento, principalmente revestimentos e tintas. Material para início de obra é mais difícil de sair'', diz a gerente, que espera que as vendas continuem crescendo em 2010.
''Este janeiro está até acima das expectativas. Vai ser um ano muito bom'', afirma Roseli.


