Rio de Janeiro - O crescimento de 3,1% na produção da indústria brasileira, em 2005, foi sustentado pelo aumento na produção de bens de consumo duráveis (11,4%), segundo a Pesquisa Industrial Mensal divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As produções que mais cresceram foram as de automóveis (13,1%), telefones celulares (43,9%) e televisores (23,1%).
O segmento de bens de consumo semiduráveis e não-duráveis (roupas, calçados, alimentos, bebidas e remédios) avançou 4,7%, superando a média da indústria, o que, segundo o IBGE, não acontecia desde 1999. O segmento de bens de capital (máquinas e equipamentos) também cresceu acima da média da indústria (3,6%).
''Este resultado significa expansão do investimento, principalmente em áreas fora da indústria, como a produção de equipamentos para energia elétrica, transporte e construção, o que reflete a confiança do empresário em realizar novos investimentos'', avaliou Sílvio Salles, chefe da Coordenação de Indústria do IBGE.
Montadoras - A produção das montadoras instaladas no país atingiu, em janeiro, 198.448 veículos, número 20,5% superior ao obtido em igual período de 2005. O volume foi o maior da história do setor em um mês de janeiro. Os dados foram divulgados ontem pela Associação Nacional de Veículos Automotores (Anfavea).
Segundo a entidade, as exportações também tiveram o melhor resultado em um mês de janeiro, com movimento de US$ 740,1 milhões, 16,8% acima do primeiro mês do ano passado. No mercado interno, foi registrado o segundo melhor volume da série histórica para um mês de janeiro, com vendas de 132,8 mil unidades. No mesmo período de 2005, foram 106,6 mil unidades vendidas.
No primeiro mês de 2006, os licenciamentos chegaram a 132.890 veículos, 24,6% mais do que no mesmo período do ano passado.

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