Curitiba - Com um mês e meio de atraso, a Petrobras realizou ontem um evento para oficializar o fornecimento de diesel menos poluente para a frota de ônibus urbanos do município. ''Não é bem um lançamento, e sim uma confirmação dessa distribuição'', justificou o diretor de abastecimento da empresa, Paulo Roberto Costa. A entrevista coletiva ainda contou com as participações de lideranças regionais e do diretor da Agência Nacional do Petróleo, Alan Kardec Duailibe.
Disponível desde 1º agosto deste ano, o diesel S-50 leva esse nome porque contém 50 ppm (partes por milhão) de enxofre - contra 500 ppm do combustível tradicional. Sua produção passa por unidades de hidrotratamento, que extraem o enxofre a partir de reações químicas envolvendo, principalmente, o hidrogênio. Trata-se, portanto, de um produto mais limpo, que emite uma quantidade menor de material particulado para o meio ambiente.
Para abastecer sua frota de 1,7 mil ônibus, Curitiba receberá, mensalmente, de 7 mil a 8 mil metros cúbicos do novo diesel. Antes de chegar na cidade, o combustível, que é importado, passa primeiro pelo Porto de Paranaguá e de lá segue para Araucária, onde é armazenado em tanques arrendados pelas distribuidoras.
O fornecimento de combustível com menor teor de enxofre atende a um cronograma estabelecido por Acordo Judicial com o Ministério Público Federal e definido sob orientação do Ministério do Meio Ambiente. Em janeiro, a Petrobras iniciou a distribuição do diesel S-50 para as frotas de ônibus urbanos das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Em maio, foi a vez de Fortaleza, Recife e Belém (nesses três casos, o processo inclui todos os veículos a diesel, e não apenas os ônibus).
O cronograma continua em janeiro de 2010, com a inclusão de Porto Alegre, Salvador, Belo Horizonte e da Região Metropolitana de São Paulo. Um ano depois, será a vez de Campinas, São José dos Campos e de municípios da Baixada Santista, além de toda a Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo Paulo Roberto Costa, a meta da Petobras é abranger todos os veículos a diesel do país até 2013, inclusive com o fornecimento do combustível S-10, aida mais limpo.
O executivo, no entanto, chamou a atenção para a importância de outros fatores que devem ser associados à adoção do novo diesel. Como o acompanhamento da regulagem dos motores e o desenvolvimento de uma engenharia de tráfego mais eficiente - um recado claro para os governos municipais. ''As cidades devem melhorar seus órgãos de fiscalização e inspeção de veículos. Também têm de controlar o trânsito, pois quanto maior o congestionamento, maior a poluição'', afirmou.

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