Carro popular já tem 75% do mercado
Carro popular
já tem 75%
do mercado
Agência Estado
Enquanto as vendas de carros populares disparam, a de modelos de luxo (classes C e D) permanecem inalteradas em termos de participação: desde 96, estão na casa de 1%. Estão incluídos nessa categoria os modelos top de linha como Audi, Mercedes-Benz e BMW. Já a participação dos modelos da classe B, como Santana, Mondeo, Vectra e Tempra caiu de 13,8% em 96 para 12,5% no ano passado. No primeiro trimestre ficou em 8,7%.
Os chamados populares com motor 1.0 responderam por 55,1% das vendas no varejo no ano passado. O total de veículos comercializado foi 1.568.225. No ano anterior ficaram com 49% do mercado e, no primeiro trimestre de 98, com 62%. Em abril, dos 111.252 automóveis nacionais entregues pelas montadoras aos revendedores, 75,6% eram dessa categoria.
O presidente da Anfavea, José Carlos Pinheiro Neto, reclama que o Brasil não pode ser condenado a fabricar apenas um tipo de produto e responsabiliza os impostos pelo elevado preço do carro brasileiro. Para as montadoras, apesar do volume maior, o carro popular não é um bom negócio pois o lucro na venda é menor do que em outros modelos.
Embora não seja maioria, alguns concessionários ainda reclamam de receberem poucos carros básicos das fábricas. Segundo eles, os chamados opcionais são uma alternativa para obter lucro um pouco maior e, por isso, as empresas estariam empurrando essas versões aos consumidores.
Em defesa do carro mais sofisticado, Pinheiro Neto lembra que, por enquanto, as novas montadoras que estão se instalando no País só confirmaram a produção de modelos médios, como o Civic, da Honda, e o Corolla, da Toyota. Ambas já anunciaram a intenção de produzir modelos pequenos, mas nenhum projeto foi efetivado. A Mercedes-Benz vai produzir um carro pequeno, porém de luxo.





