Agência Folha
De São Paulo
As montadoras definiram ontem as novas tabelas de preços, já com os reajustes decorrentes do fim do acordo emergencial do setor automotivo, encerrado na última quinta-feira. Os maiores aumentos, quase todos acima de 13%, foram aplicados nos chamados carros populares, cujos novos preços, na maioria dos casos, ficam em torno de R$ 15 mil.
O popular mais barato continua sendo da Fiat. O Uno Mille subiu de R$ 11.116 para R$ 12.589. Da mesma montadora, o Pálio subiu de R$ 13.236 para R$ 14.990. O reajuste aplicado, tanto no Mille quanto no Pálio, foi de 13,25%. Segundo a assessoria de imprensa da montadora, o preço do modelo mais caro, o Marea Turbo, não foi alterado. Custa R$ 46.402.
Até as 19h de ontem, a Ford não havia repassado a tabela para as concessionárias. A assessoria de imprensa divulgou os reajustes médios por família de veículos. O aumento médio foi de 13,60% para as variações do Ford KA, de 10,90% para o Fiesta e de 4,60% para o Escort. A média ponderada do reajuste ficou em 9,30%.
Na tabela antiga, o carro mais barato da Ford, o KA básico saía por R$ 12.880. Considerando a média de reajuste, o preço deve ficar em torno de R$ 14.600. Da mesma marca, o Fiesta básico, também vendido na versão 1.0, deve passar de R$ 14.400 para R$ 15.970. Para adquirir um popular da GM ou da Volkswagen o consumidor terá que dispor de mais de R$ 15 mil.
O Corsa (GM) subiu de R$ 13.454 para R$ 15.257 e o Gol Special (Volks), de R$ 13.443 para R$ 15.136. Os preços se referem às versões básicas do modelos. A GM já havia divulgado os novos preços na sexta. O reajuste médio foi de 10,70%. Sobre o Corsa, foi aplicado 13,40% de aumento.
Concessionárias Volkswagen disseram que só receberam ontem os novos preços do Gol Special e da Saveiro. Esse último passará de R$ 17.560 para R$ 19.150. O reajuste foi de 9,06%. Quem for comprar um gol Special pagará 12,50% mais. A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) justificou o aumento como repasse de custos acumulados em sete meses de vigência do acordo emergencial.
O presidente da entidade, José Carlos Pinheiro Neto, prevê queda nas vendas, mas não arrisca uma estimativa.

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