Carro pode ser garantia e reduzir taxa do empréstimo
Agência Estado
De São Paulo
Como forma de reduzir a taxa de juros na concessão de empréstimo pessoal, mas sem correr o risco da inadimplência, algumas instituições estão adotando operações em que o consumidor dá um bem como garantia. Um carro, por exemplo. O juro pode ter queda de até 50%. Mas nem sempre a opção é vantajosa. Tudo vai depender do tipo de empréstimo, da quantia e do prazo de pagamento.
Além disso, é preciso estar ciente de que, quando se dá um bem como garantia à instituição que oferece o crédito, há a exigência de fazer a transferência para o nome da instituição financeira. No caso de um carro, por exemplo, a transferência será feita por meio de alienação fiduciária, que custa R$ 65,63, para veículos licenciados, e R$ 74,89, para não-licenciados. Deve-se levar em consideração também que, após o pagamento do crédito, o carro terá de ser transferido novamente para o nome do tomador, o que dobra o custo.
Assim, segundo Miguel José Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Anefac, não compensa optar por esse tipo de operação em caso de empréstimos com valores pequenos e de curto prazo. Aí, o peso da despesa com transferência torna-se maior. Isso só é válido para aquele tipo de consumidor que sabe que vai conseguir quitar as prestações, caso contrário, é melhor vender o bem e pagar a dívida, se for o caso, explica Marcos Silvestre, do Forex.





