O pesquisador José Carlos Laurindo, do Instituto de Tecnologia do Paraná, foi um dos palestrantes da Reunião Nacional de Pesquisa de Girassol, ontem. Ele apresentou os impactos do uso biodiesel em motores de veículos e de estacionários e mostrou dados de um veículo movido a diesel mas que, desde 2002, funciona com a mistura de 20% de biocombustível. ''O carro já rodou 90 mil quilômetros muito bem, só houve a necessidade de trocarmos o filtro de linha. Também percebemos certo depósito de sujeira na bomba injetora: nada que impeça esse carro de rodar até uns 300 mil quilômetros'', espera.
Recentemente, Laurindo começou a testar estacionários (geradores de eletricidade, calor, etc), usando 100% de biodiesel. ''Neste caso, precisamos avançar bastante, porque o combustível do motor está misturando com o lubrificante, o que reduz em muito a necessidade de troca de óleo'', diz.
Outro ponto importante apontado pelo pesquisador é a necessidade de criação de um controle de qualidade dos biodiesel produzido atualmente. ''É preciso um padrão de qualidade, ou seja, adequar a fabricação do produto as normas e especificações da Agencia Nacional de Petróleo, assim vamos reduzir o aparecimento de problemas como contaminação por metais ou dificuldade para dar estabilidade a oxidação'', diz.

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