SÃO PAULO - O carro a álcool corre sérios riscos de sair do mercado em 1997. O alerta é do presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Silvano Valentino. Os carros equipados com motores a álcool representaram 0,2% das vendas em novembro e 0,6% no acumulado do ano. ‘‘Ou o Brasil renuncia ao álcool ou busca uma forma de subsidiá-lo’’, advertiu Valentino.
A organização das vendas destes veículos começa a ficar complicada, segundo o presidente da Anfavea. ‘‘Uma concessionária não trabalha com prazer numa especialidade tão pouco requisitada’’, disse. O carro a álcool usado também desvalorizou mais.
Para Valentino, o governo precisa definir uma postura clara em relação a esse combustível alternativo. ‘‘O governo titubeou até agora’’, destacou. Ele sugeriu que o álcool seja subsidiado pelos demais combustíveis.
Valentino lembrou a importância do álcool na redução dos níveis de poluição. Como a legislação sobre poluentes está cada vez mais exigente, o álcool poderia ser melhor utilizado na mistura com gasolina, segundo o representante.

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