Arquivo FolhaAlto potencialParque Arthur Thomas: ferrovia rodearia a mata e percorreria trilhasAs chances de o Parque Arthur Thomas se transformar em um parque temático Beto Carrero World aumentaram para 80% depois do empresário João Batista Sérgio Murad - o Beto Carrero - ter percorrido toda a reserva, ontem pela manhã. Ele permaneceu no parque durante duas horas, conhecendo e planejando as atrações que podem ser colocadas no local. Anteontem, ele havia afirmado à Folha que as chances de investir em Londrina eram de 70%. Depois de conhecer a área detalhadamente, o empresário garantiu ter ficado ainda mais ‘‘motivado’’.
‘‘Nas próximas semanas, técnicos e engenheiros virão a Londrina para fazer um projeto, que levantará as potencialidades e a viabilidade econômica do investimento’’, disse. Carrero calcula que o projeto deve ficar pronto entre três e seis meses. ‘‘Se a avaliação for positiva, começaremos a construir o parque imediatamente. Até o final de 98, o empreendimento deve estar funcionando’’.
Caso o projeto se concretize, Carrero garante que não arrancará nenhuma árvore da mata do parque. ‘‘Ao contrário, vamos ter que plantar mais árvores para recompô-la’’, diz. ‘‘A mata nativa é que será a grande atração do empreendimento. Precisamos ajudar na conscientização ecológica das crianças’’. No Beto Carrero World, instalado há cinco anos no Balneário de Penha (SC), existem 70 mil árvores, segundo o empresário. ‘‘Comprei cinco milhões de metros quadrados em frente ao mar em Penha só para que ninguém pudesse cortar árvores nem construir casas. Sou um preservacionista’’.
Carrero diz que, no Arthur Thomas, ele faria uma ferrovia, rodeando toda a mata. ‘‘No local, existe uma trilha que pode ser usada para que o trem também passe dentro da mata’’, afirma. O empresário diz que o parque de Londrina também comporta um zoológico pequeno ‘‘tipo Arca de No钒 que abrigue casais de animais exóticos como lhamas, elefantes, zebras e girafas. ‘‘Zoológico é a tendência mundial do momento’’. Outra idéia é construir uma bairro japonês para contar a história da colonização japonesa no norte do Paraná. ‘‘Também podemos colocar atrações que mexam com a emoção das pessoas, como montanha-russa e outros brinquedos, além de dezenas de lanchonetes e restaurantes. Para abrir as portas do parque, teremos que investir US$ 35 milhões’’, calcula.
No Beto Carrero World de Santa Catarina, considerado o 5º maior parque do mundo, o empresário diz ter investido US$ 120 milhões. Neste ano, ele deve investir mais US$ 30 milhões naquele parque, que gera 1,3 mil empregos diretos. Em Londrina, Carrero acredita que o empreendimento geraria 250 empregos diretos. Segundo ele, atualmente, o nome Beto Carrero World vale US$ 75 milhões. Entre parque, quatro circos que percorrem o Brasil e licenciamento de imagem, o empresário fatura US$ 110 milhões por ano.
Beto Carrero veio a Londrina participar do espetáculo de estréia do circo ‘‘Ginásio sobre Lonas’’, instalado ao lado da Supercreche, no centro da cidade. O espetáculo vai até dia 29 de junho. ‘‘Esperamos rebecer 120 mil pessoas’’.
A visita de ontem ao Arthur Thomas foi acompanhada pelo presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) e vice-prefeito, Alex Canziani e pelo diretor presidente da Autarquia do Meio Ambiente (AMA), Nelson Kohatsu. O prefeito Antonio Belinati garante que não poupará esforços para ajudar na viabilização do empreendimento. ‘‘Vamos estudar a cessão da área por 20 ou 30 anos’’, diz o prefeito.

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