Bruxelas - O governo brasileiro e o setor privado deixam Bruxelas com o dever de casa para fazer em matéria sanitária caso queiram conquistar o mercado europeu de carne suína. O Brasil recebeu um relatório desfavorável da UE depois da visita de sua missão técnica a Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, no mês passado.
O diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abiceps), Claudio Martins, esteve ontem na capital européia, onde obteve algumas informações gerais sobre o relatório da UE, por meio da Missão do Brasil junto às comunidades européias. O resultado oficial ainda não é conhecido.
‘‘O impasse que existe é de harmonização das normas sanitárias, mas o Brasil precisa responder também a algumas expectativas européias caso tenha interesse de ser aceito como fornecedor na lista de importadores potenciais da UE’’, explica uma fonte comunitária.
A visita da missão técnica da UE ao Brasil foi resultado da vontade política do próprio governo, que pressionou os europeus no ano passado para acelerar o processo de reconhecimento veterinário. Os contatos foram feitos na época pelo vice-ministro da Agricultura, Marcio Fortes de Almeida.
‘‘Tentaremos trabalhar para encontrar uma resposta rápida aos problemas apontados com relação à indústria e atuaremos em parceria com o Ministério da Agricultura para tentarmos uma nova visita, quem sabe ainda no fim deste ano’’, disse Martins.
De acordo com os últimos números divulgados pela Abiceps, o Brasil exportou US$ 364 milhões no ano passado, com alta de quase 150% em relação a 2000. Quem está por trás deste aumento estrondoso é a Rússia, comprando a carne suína desde o segundo semestre de 2000. O setor também tem participação na pauta de exportação para Hong Kong, Uruguai e Argentina. Este ano conquistou o mercado de Singapura.

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