Saber de que forma as inovações tecnológicas irão influenciar a produção de suínos no futuro é o foco das discussões de um encontro de suinocultores que ocorre hoje, das 8h30 às 12h30, no Olinda Park Hotel, em Toledo, região Oeste do Paraná. O evento vai reunir os principais nomes da suinocultura da região para debater desafios e oportunidades da cadeia produtiva.
Dentre as questões a serem abordadas está a maneira como o melhoramento genético pode contribuir para atender às exigências do consumidor, que busca carnes cada vez mais magras, saudáveis, com menor impacto ambiental e economicamente viáveis. Outro benefício das inovações genéticas que será apresentado é a produção de mais carne com menor consumo de ração.
''O melhoramento genético está mais dinâmico atualmente, com uso de biologia molecular que permite ao produtor conhecer as informações genéticas do animal e de seus parentes'', argumenta o diretor superintendente da Agroceres PIC, Alexandre Rosa. Segundo ele, é possível comparar o desempenho de animais de todo o mundo e, com isso, ter precisão de informações para a seleção dos melhores animais. Essas novas técnicas e ferramentas serão apresentadas aos participantes do encontro.
Durante a reunião, a Agroceres PIC vai lançar a matriz suína Camborough, que apresenta um potencial genético para incrementar o nível de rentabilidade da atividade. ''A nova matriz suína melhora o balanço econômico para o produtor, com aumento de produção de carne magra com redução de custos'', afirma Rosa. Segundo ele, a melhoria da conversão alimentar é outra consequência do melhoramento genético. ''A produção de mais carne com menor consumo de ração é um fator primordial para a suinocultura, em uma época que os custos da ração estão elevados'', salienta Rosa.
O diretor superintendente da Agroceres PIC explica que a nova matriz Camborough é resultado de duas linhas puras maternas que passam por processos de melhoramento genético desde a década de 1960. A matriz suína já é comercializada na Europa, América Latina e nos Estados Unidos, onde é responsável por 28% do plantel de matrizes americanas, composta por 5,8 milhões de animais.
Rosa esclarece que a Camborough será ofertada para produtores de médio a grande porte que possuam rebanho fechado. ''Os suinocultores irão produzir a matriz nas próprias propriedades, o que faz com que o animal fique mais adaptado ao local'', afirma.
No Brasil, a matriz está disponível aos produtores há cerca de dois meses. O lançamento começou na terça-feira, em Minas Gerais, e também foi realizado ontem em Chapecó, com a presença de representantes das principais cooperativas, agroindústrias e suinocultores do Paraná, além dos principais especialistas da suinocultura mundial.

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