Carne puxa alta da cesta básica em Curitiba
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sexta-feira, 03 de dezembro de 2010
Andréa Bertoldi<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A cesta básica de Curitiba ficou 3,06% mais cara em novembro puxada principalmente pelo aumento do preço da carne de 8,91% Caso esse produto tivesse ficado estável, a cesta teria queda de -0,53% Nos últimos três meses, o kit de alimentação já acumula alta de +11,41% A elevação de preços já era esperada devido a entressafra de vários alimentos e a questões climáticas
Para um trabalhador, a cesta teve custo de R$ 239,06 - o segundo maior desde julho de 1994 e compromete 46,8% do salário mínimo bruto O último maior valor foi em julho de 2008 quando a cesta custava R$ 244,30 E a alta não foi um caso isolado de Curitiba O conjunto de alimentos pesquisado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) ficou mais caro em todas as 17 capitais analisadas
No ano, o kit acumula alta de 12,84% e nos últimos 12 meses de 7,36% Curitiba teve a 11 maior alta entre todas as capitais pesquisadas e ficou com a sexta posição entre as mais caras Em outubro, a Capital paranaense foi a 3 mais cara O Dieese calcula que o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 2 222,99
O produto que mais subiu foi a banana (9,96%) devido a problemas climáticos Nos meses de outubro e novembro, o produto já acumula alta de 15,79% A carne teve elevação em 16 capitais Entre agosto e novembro, o aumento do produto foi de 20,42% Nos últimos meses, a estiagem, recuperação das exportações brasileiras e a crise financeira que fez os produtores abaterem matrizes são apontadas como razões para esse comportamento dos preços
O terceiro maior aumento foi o do açúcar (7,03%) que subiu em 16 capitais O produto teve reajuste de 15,79% entre setembro e novembro Os motivos para a elevação de preço foram a entressafra, a cotação internacional alta e o aumento das exportações
Outro item com aumento significativo foi o feijão (5,01%) Nos meses de outubro e novembro a alta é de 11,43% Em 2009, o preço do produto estava alto Com isso, os produtores aumentaram a área plantada e o valor pago ao produtor caiu Neste ano, o número de produtores reduziu porque o preço estava baixo Além de tudo isso, o produto teve o impacto da estiagem
A farinha de trigo subiu 2,75% e já tinha aumentado 9,20% entre setembro e novembro Houve redução da safra no Brasil, aumento das importações e perdas de produtores no mercado internacional O óleo de soja subiu 2,45% e de julho a novembro acumula alta de 15,64% explicada pela entressafra Também ficaram mais caros arroz (1,14%), leite (1,07%), pão (1,07%) e café (0,52%) A batata permaneceu estável
A maior queda ocorreu no tomate (-24,63%) depois de ter subido 23,03% em outubro Com o início da colheita da 1 safra em dezembro e janeiro, o preço deve cair Outro produto com queda foi a manteiga (-3,08%)
No ano, as 17 capitais apresentam alta e Curitiba ficou na 10 posição Nos últimos 12 meses, 16 capitais tiveram alta e Curitiba ocupou a 11 posição Neste ano, os produtos com as maiores reajustes na Capital paranaense foram feijão (30%), carne (28,36%) e farinha de trigo (18,25%) As maiores quedas foram do tomate (-33,77%), batata (-7,82%) e café (-0,93%)
Para dezembro, a expectativa é que a cesta tenha um aumento menor do que em novembro ou até deflação Segundo Silva, vai depender do preço da carne e do feijão e de questões climáticas O tomate e a batata em safra a partir de dezembro, também devem diminuir a pressão sobre os preços da cesta de produtos


