Carne e tomate elevam preço da cesta básica
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terça-feira, 06 de dezembro de 2011
Andréa Bertoldi e Aline Vilalva <br>Reportagem Local 
Curitiba - A cesta básica de Curitiba subiu 2,94% em novembro. Dos 13 produtos pesquisados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), nove apresentaram alta. O alimento que mais subiu foi o tomate (20,85%) devido ao período de entressafra. A carne também influenciou o resultado final já que ficou 1,44% mais cara e participa com 40% da composição do valor da cesta.
O economista do Dieese, Sandro Silva, disse que se o tomate a carne tivessem ficado estáveis, a cesta teria uma alta de apenas 0,36%. No ano, a cesta acumula uma alta de 3,78% e nos últimos 12 meses de 5,91%. O custo da alimentação para uma família ficou em R$ 759,57 em novembro. O Dieese calcula que o salário mínimo necessário seria de R$ 2.349,26.
Além do tomate e da carne, também ficaram mais caros o café (4,19%), farinha de trigo (2,31%), banana (1,24%), óleo de soja (0,89%), arroz (0,63%) e manteiga (0,10%). O feijão permaneceu estável. Os três produtos com queda de preços foram o pão (-0,17%), o açúcar (-0,43%) e o leite (-0,45%).
A previsão de Silva é que, em dezembro, a cesta também feche com alta. ''A grande maioria dos produtos está em período de entressafra'', explicou. No entanto, ele prevê que, para o fechamento de 2011, a cesta não deve ficar acima da inflação projetada em 6,5% (IPCA), até porque já estão ocorrendo diminuições nos preços das commodities como soja e açúcar.
Londrina
A cesta básica teve acréscimo de 0,77% em novembro, em Londrina, no comparativo com outubro. O custo ficou em R$ 688,05 para uma família de quatro pessoas. No acumulado do ano, de janeiro a dezembro, a alta foi de 11,24%. Na soma dos últimos 12 meses, o kit básico de alimentos ficou 10,74% mais caro.
É o que mostra a pesquisa mensal corrdenada pelo economista Flávio Oliveira dos Santos com a participação de alunos da Faculdade Pitágoras.
Dentre os itens que apresentaram alta em novembro, o destaque foi a carne, com 4,66%. ''Embora outros produtos registraram percentual mais elevado, em função da metodologia utilizada, a carne tem um peso grande na pesquisa, e ela representou 46,35% do valor da cesta. Daí a sua influência no resultado'',
explica o economista.
Nos nove supermercados consultados, a variação do preço da carne foi de R$ 12,90 a R$ 19,99 o quilo, com variação percentual de 54,96%. Dos 13 produtos pesquisados, outros seis apresentaram aumento de preço e seis ficaram mais baratos. Entre os mais caros, o feijão foi o campeão, com acréscimo de 11,21%, ''devido à entressafra'', seguido da banana (8,96%), do arroz (5,63%), da farinha (5,30%), do café (4,73%) e do pão francês (0,45%).
Ao contrário de Curitiba, na lista dos itens que tiveram redução, o tomate lidera com -15,75%. ''Chegamos a esse percentual por conta das promoções'', esclarece Santos . Os demais produtos que ficaram mais baratos foram a batata (-12,58%), a margarina (-12,35%), o açúcar (-5,87%), o óleo de soja (-3,38%) e o leite (-0,39%).



