O Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados no Estado do Paraná (Sindicarne) e a Secretaria da Fazenda estão agendando encontros entre contabilistas dos frigoríficos e técnicos da Secretaria da Fazenda para discutir os cálculos de recolhimento do ICMS na carne desossada. O decreto 4242 reduz a alíquota de 4% para 2% sobre a carne desossada. Isto implica em mudanças nos procedimentos contábeis que exigem orientação ao pessoal da indústria, informou ontem o diretor-executivo do Sindicarne, Péricles Pessoa Salazar.
O ajuste da alíquota foi decidido pelo governo do Paraná diante da ‘‘guerra fiscal’’ por parte dos outros Estados. Para beneficiar seus frigoríficos - em prejuízo dos paranaenses - vários Estados reduziram suas alíquotas. O jeito foi adotar medida semelhante. Péricles voltou a destacar a ‘‘sensibilidade e compreensão’’ do secretário da Fazenda Giovani Gionédes, ressalvando, porém, que a redução ‘‘não foi um privilégio’’, mas um ajuste necessário para a sobrevivência das indústrias paranaenses. Disse também que o setor organizado dos frigoríficos vai retribuir a medida através de aumento da atividade, que garante mais emprego e recolhe mais impostos.

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