As carnes de peixe e porco são as preferidas pelo brasileiro para 'rechear' a ceia do réveillon. Superstições à parte, o fato é que os balcões frigoríficos de supermercados e peixarias estão mais movimentados desde o Natal. No estabelecimento de Rosângela Costa, por exemplo, na área central de Londrina, a expectativa é que o volume de vendas seja 40% maior que em 2002. Segundo a proprietária, em relação a preço, não houve diferença em comparação ao ano passado.
Apesar da escassez de dinheiro que o brasileiro foi submetido em 2003, a expectativa de Marli Garbuio, gerente de supermercado em Londrina, é que as vendas deste réveillon superem entre 25% e 30% o mesmo período de 2002. ''Nosso segredo é uma margem pequena de lucro que, na média, não passa de 10%'', explicou. Em sua loja, as encomendas de carnes congeladas e assadas começaram a 15 dias e, seguindo o costume da época, o frango tem sido o menos procurado.
Embora as carnes brancas sejam as mais saudáveis, o brasileiro não abre mão do famoso churrasquinho. De acordo com Agnaldo Viscovini, gerente de outro supermercado na cidade, a venda de picanha e costela tem sido boa nos últimos dias. A surpresa ficou por conta do salmão que, este ano, caiu de preço. O quilo deste nobre peixe de água doce custa entre R$ 9,00 e R$ 10,00, ou seja, R$ 5,00 a menos em relação a 2002.
A dona de casa Divonete Amorim Monteiro disse que não tem superstições e que vai servir carne de porco porque a família gosta. A também dona de casa Leonor Gomes disse que não acredita em crendices populares, mas prefere evitar o frango que, segundo a tradição, não traz sorte porque cisca para trás.
Anaildes Mascarenhas de Almeida, que também é dona de casa, disse que aproveita a ocasião para comer lentilhas que são saborosas e enfeitam a mesa.
Com exceção desta última, as outras duas entrevistas concordam que a ceia deste réveillon será mais cara em relação ao ano passado. ''Minha receita para economizar é procurar os produtos em oferta'', contou Anaildes.

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