Carne de cordeiro está mais popular
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terça-feira, 21 de outubro de 2008
Gisele Mendonça<br> Reportagem Local 
Antes considerada atrativo de final de ano, as carnes de ovinos estão entrando para os churrascos de final de semana com o desafio de passar a integrar o cardápio do dia-a-dia. Entre as opções estão a ovelha e o carneiro (adultos) e o cordeiro (filhote). Esta última é a mais apreciada, pela maciez e sabor suave. Algumas casas de carnes de Londrina e região já oferecem vários tipos de cortes especiais, que há pouco tempo só eram comercializados nos grandes centros.
A criação da Cooperativa Agroindustrial de Ovinocultores Coopercapanna Carnes Nobres, há dois anos e meio, contribui para a popularização deste tipo de carne no Norte do Paraná. A entidade abate semanalmente uma média de 60 animais número que triplica em novembro e dezembro e entrega a carne todas as quintas-feiras em dezenas de estabelecimentos de Londrina, Cambé, Ibiporã, Rolândia, Arapongas e Cornélio Procópio.
A cooperativa só trabalha com cordeiros de três a oito meses de idade. Os estabelecimentos comerciais recebem a carcaça e fazem os cortes de acordo com a preferência de sua clientela. A Coopercapanna atende hoje entre 30% e 35% do mercado de Londrina e região. O restante a maior parte vem do Uruguai e também há carcaças de origem clandestina.
Apesar da popularização, este tipo de carne nobre ainda é privilégio do comércio das regiões centrais das cidades, cujo público alvo são as classes A e B. Os preços variam de acordo com os cortes especiais. Entre eles estão o carré (tipo francês e filé), o pernil (peça inteira e fatiado), a paleta, e a costelinha o cordeiro também é vendido inteiro e desossado.
Na Casa de Carnes do Lago, no Jardim Cláudia (Zona Sul), em Londrina, a média de preços vai de R$ 13 (costelinha) a R$ 49 (carré tipo francês) o quilo o carré com filé custa R$ 24,98 o quilo. O proprietário Paulo Caetano Magno informa que o consumo de cordeiro aumentou no seu estabelecimento há cerca de dois anos. Antes, era só carneiro congelado do Uruguai. Vendíamos pouco. Hoje, com a carne resfriada chegando toda quinta-feira da Coopercapanna, chegamos a vender até 150 quilos por semana, afirma.
A maior parte da clientela é masculina, mas o comerciante diz que já começa a perceber mulheres e até crianças com interesse na carne nobre. Dias atrás achei interessante o comentário de uma criança que pediu para a mãe levar um tipo de carré que ela gostava, observa. Hoje, o cordeiro está presente nos churrascos e vai até para a mesa no meio da semana.
Segundo Magno, muitos consumidores que antes compravam cortes especiais nos grandes centros passaram a consumir na cidade. Ele diz que faz muito sucesso entre os clientes o pernil desossado. A gente prepara sem despedaçar, fica inteirinho, destaca.
Além de escolher os cortes, o consumidor de carne de cordeiro precisa ficar atento à procedência. O presidente da Coopercapanna Carnes Nobres, Ricardo Luca, afirma que o consumidor deve pedir para ver a carcaça com o carimbo de sua origem nas casas de carnes e supermercados.
Na nossa cooperativa, por exemplo, toda carcaça sai com o nome do produtor. É carne rastreada, se houver alguma reclamação de consumidor teremos como identificar o problema. O abate é feito de acordo com as normas de inspeção sanitária e depois de abatido o animal é resfriado em câmara fria. Isso tudo garante qualidade ao consumidor, observa.


