Carne brasileira será destaque na mesa estrangeira
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quinta-feira, 04 de março de 2010
Célia Froufe<br> Agência Estado 
Brasília - A participação brasileira no comércio mundial de carne deve aumentar substancialmente nos próximos 10 anos, segundo perspectiva traçada ontem pelo Ministério da Agricultura. Na safra 2019/2020, a carne de frango, por exemplo, deve representar praticamente metade da comercialização mundial, saltando de 41,4% hoje para 48,1% daqui a 10 anos.
No caso da carne bovina, a fatia brasileira no comércio internacional deve ser ampliada de 25% para 30,3% no mesmo período de comparação. O segmento de carne suína também deve apresentar avanço, passando de 12,4% atualmente para 14,2% na safra 2019/2020. As projeções foram feitas com base na relação entre as exportações brasileiras e as exportações mundiais.
Além das carnes, também merecem destaque o incremento da participação nacional nas negociações globais no caso da soja em grão (que deve passar de 30,2% para 35,8%) e do milho (de 10,1% para 12,7%). O ministério prevê, no entanto, recuo no mercado internacional em relação a farelo de soja (de 22,1% para 19,5%) e óleo de soja (de 21,1% para 17,8%). Açúcar (46,5%) e café verde em grão (27,2%) devem permanecer no mesmo patamar.
''Vamos produzir cada vez mais carne de frango em relação à bovina'', comentou o coordenador-geral de Planejamento Estratégico do Ministério da Agricultura, José Garcia Gasques. A diferença de produção entre as duas carnes, segundo ele, tende a ser ampliada. ''Esse gap vai aumentar nos próximos 10 anos, pois a carne de frango tem dinâmica enorme no mercado internacional. É notório aumento do consumo mundial'', ressaltou. Ele considerou, porém, que, no futuro, o mercado doméstico seguirá como o principal consumidor do produto, responsável por 65% da entrega.
No caso de grãos, 52% serão direcionados ao mercado interno, pelos cálculos de Gasques, com 80% da soja produzida no País destinadas ao consumo doméstico. ''Mas o Brasil manterá sua posição de segundo maior exportador de soja''. Em relação ao etanol, apesar da perspectiva de aumento da produção, o destino principal deve ser o mercado externo, em função da expectativa de ampliação da frota de carros flex.


