A Vigilância Sanitária do Paraguai está fiscalizando abatedouros e demais estabelecimentos que comercializam carne irregularmente no País. Mas a estrutura é limitada.
Enquanto isso, em Foz do Iguaçu, mais 300 kg de ‘‘carne ilegal’’ foram apreendidos na fronteira em apenas quatro dias. Somando o resultado de autuações feitas no comércio e na Ponte da Amizade (que inclui frangos e peixes sem identificação), o total de carne apreendida - desde o aparecimento da aftosa no RS - ultrapassa 2,5 mil toneladas nos últimos 40 dias.
Para o coordenador do Programa de Fiscalização em Ciudad del Este, Roberto Benino, mesmo com as novas medidas do governo paraguaio para controlar o abate e venda de carne bovina em regiões infectadas pela aftosa, a estrutura usada para vistoria ainda é pequena.
‘‘Temos o número de locais de abate mas não sabemos quantos pontos de venda existem na cidade. O controle do comércio de carne deve melhorar somente em 2001, quando for construído o abatedouro municipal’’, disse Benino, destacando que 90% dos estabelecimentos em todo o País (quase 4 mil frigoríficos) estão em situação irregular. A situação de Ciudad del Este é reflexo direto deste índice, pois dos dez abatedouros existentes, apenas um está funcionando legalmente.
Em Ciudad del Este, a fiscalização ainda é discreta. Caso seja identificado algum problema, a empresa receberá uma multa que varia de 10 a 15% sobre o valor da carne apreendida. Se houver reincidência, este percentual aumenta gradativamente.

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