Cargill não pretende fechar capital de Fertiza e Solorrico
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domingo, 08 de outubro de 2000
Daniela Milanese Agência Estado 
O presidente da Solorrico e representante dos negócios de fertilizantes da Cargill, Cássio Domingues, afirmou que a Cargill não tem atualmente a intenção de fechar o capital da Fertiza e da Solorrico.
No final de maio, a Cargill realizou um leilão de oferta pública e adquiriu 984.870 ações da sua controlada Solorrico, mas manteve seu capital aberto. Segundo Domingues, atualmente 14% do capital da empresa está nas mãos dos minoritários. O mercado é uma forma de captação de recursos interessante, disse.
Ele acredita que a consolidação do setor já está concretizada. A consolidação que tinha para acontecer já ocorreu. Segundo Domingues, a Cargill não tem aquisições em vista. Mas sempre olhamos para as oportunidades.
Há um ano, a Cargill adquiriu a Solorrico, empresa de atuação no Estado de São Paulo, e na quarta-feira oficializou a compra da Fertiza, que atua no Paraná. Domingues disse que, juntas, as empresas detêm 15% do mercado de misturadoras de fertilizantes.
O grupo argentino Bunge reestruturou recentemente seus negócios do ramo. Pela união da Manah e Fertilizantes Serrana foi criada a Bunge Fertilizantes, com cerca de 30% do mercado. Nosso plano maior é consolidar o mercado a que atendemos hoje, disse o presidente da Solorrico. Não queremos travar uma guerra para elevar essa participação.
Ele disse que estão sendo estudadas todas as possíveis alternativas para o aproveitamento de sinergias com a Fertiza. Isso inclui a possibilidade de fusão ou incorporação, por exemplo. O objetivo maior é reduzir os custos das empresas.
Em comunicado publicado esta semana, a Fertiza informou sobre a oficialização da transferência de seu controle acionário indireto para a Cargill. De acordo com a nota, a Cargill adquiriu a totalidade das cotas da Fertinal Administração Empreendimentos e Participações Ltda., sua controladora, por R$ 95,542 milhões.
Com isso, a companhia ficou com 1,199 bilhão de ações
ordinárias (que dão direito a voto) e 1,638 bilhão de ações preferenciais (que não dão direito a voto) da Fertiza, representativas de 79,6076% de seu capital social. Além dessa operação, um dos controladores vendeu à Cargill outros 17,921 milhões de ações PN da Fertiza por R$ 164,874 mil.
Esta coluna é produzida pela Agência Estado a partir do Cias. Abertas, serviço eletrônico dedicado ao mercado de ações. e-mail [email protected]


