Cargill investe em Cascavel
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 31 de janeiro de 2003
Gilmar Agassi<br>Equipe da Folha 
Cascavel - A Agribrands do Brasil Ltda, empresa multinacional norte-americana, mais conhecida como Cargill e pela marca Purina, confirmou ontem a instalação de uma indústria em Cascavel com investimentos estimados em US$ 2,5 milhões. No ano passado, dirigentes da empresa já haviam assinado um protocolo de intenções com o município para instalação da unidade.
Os últimos detalhes foram acertados entre o diretor-presidente da empresa no Brasil, Raul Moch, e o prefeito Edgar Bueno. A unidade, que contará com 48,7 mil metros quadrados, será construída no Núcleo Industrial Albino Nicolau Schmidt, devendo entrar em operação num prazo de oito meses.
A unidade será responsável pela fabricação do ''premix'', componente utilizado na fabricação de rações para alimentação animal. De acordo com Moch, a unidade de Cascavel estará substituindo uma outra existente na Espanha com o objetivo de atender as metas comerciais do grupo no Brasil. ''Essa empresa atenderá as regiões Sul e Centro Oeste do País'', declarou.
Sobre a escolha de Cascavel como sede do novo empreendimento, Moch
ressalta que a cidade está localizada em uma posição estratégica para os objetivos da empresa. A multinacional pretende atingir o mercado internacional desenvolvendo o processo de exportações. ''Cascavel é um pólo agroindustrial que está no corredor do Mercosul'', ressalta.
De acordo com o prefeito Edgar Bueno, o município está disponibilizando todas as condições necessárias para a instalação do empreendimento, incluindo ''isenção de tributos municipais, subsídios na aquisição do terreno, terraplanagem e demais componentes de infra-estrutura necessária''. Num primeiro momento, a indústria deve gerar 25 empregos diretos, e ''mais de uma centena de empregos indiretos'', completou o prefeito.
Para o secretário de Indústria, Comércio e Turismo, Sérgio Terres, a empresa poderá contar com ''um facilitador para as exportações'', representado pela Estação Aduaneira do Interior, o chamado Porto Seco. Ele lembrou que o grupo terá ''na porta da fábrica'', grandes clientes em potencial como as grandes cooperativas da região e empresas como a Sadia e Globoaves, esta última a maior produtora de pintinhos do Brasil.


