Cargas continuam paradas e navios não atracam no porto
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sábado, 20 de março de 2004
Ellen Taborda<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, declarou ontem que vai acionar civil e criminalmente os operadores portuários pela paralisação das atividades no Porto de Paranaguá. Até o início da tarde de ontem, prosseguia o impasse e não havia previsão de reinício das operações. Os operadores e cerca de seis mil trabalhadores estão com os braços cruzados desde sexta-feira, exigindo a substituição do superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião, irmão do governador Roberto Requião (PMDB).
O procurador geral do Estado deve encaminhar amanhã o pedido de abertura de inquérito policial ao Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). O objetivo é responsabilizar criminalmente os responsáveis pela paralisação. ''Não se admite esse tipo de atitude. O que eles estão fazendo é locaute (paralisação insuflada por patrões como forma de pressão), o que é crime.''
Além do processo criminal, o governo vai pedir na Justiça o ressarcimento dos prejuízos. Em dois dias de protesto (sexta e sábado), o porto deixou de exportar 150 mil toneladas de mercadorias, o que equivale a US$ 15 milhões. Sem contar com os prejuízos com as atividades de operação de carga e descarga, que somam US$ 3,6 milhões. Além dos operadores, também devem ser responsabilizados sindicatos e políticos da região.
Os trabalhadores do porto estavam reunidos ontem na hora do almoço e não atenderam aos telefonemas da reportagem. Eles exigem a presença do governador Roberto Requião (PMDB) para a solução do impasse. Segundo a assessoria da Appa, ele não deve atender ao pedido. Os assuntos devem ser tratados com o superintendente.


