Cargas agrícolas sob mira da fiscalização
De Curitiba
O livre trânsito de cargas de produtos agrícolas sem documentação adequada está com os dias contados, principalmente para os produtos suscetíveis ao ataque de pragas quarentenárias. Nos próximos dias, o ministério da Agricultura vai divulgar a portaria de Alerta Máximo, cujo objetivo é disciplinar o trânsito interno de produtos agrícolas, com a obrigatoriedade de Certificado Fitossanitário de Origem (CFO).
Das 19 pragas quarentenárias que agem em localidades específicas e regiões do País, 17 influenciam a produção paranaense informou o engenheiro agrônomo Antonio Locatelli, chefe do serviço de Sanidade Vegetal do ministério da Agricultura no Paraná. A justificativa para implantação do CFO é evitar a entrada de pragas exóticas no país e a disseminação das já existentes entre os estados, preservando assim as áreas livres.
Segundo Locateli, já existe restrição ao trânsito da produção agrícola e ela será substituída pela portaria que implanta o CFO. O Certificado Fitossanitário de Origem exige o acompanhamento técnico de um engenheiro agrônomo ou florestal que vai atestar que aquela carga está isenta de pragas ou contaminações na origem. Para isso terá que acompanhar rigorosoamente a evolução da lavoura desde o plantio e os tratamentos culturais feitos durante todo o ciclo da cultura.
Recentemente, uma caminhão carregando pinus foi barrado na divisa do Paraná e Santa Catarina, com a suspeita da carga estar contaminada com a vespa da madeira. Como o caminhão não tinha documentação atestando a sanidade da carga, foi enviado de volta para o Sul do Paraná, de onde saiu a madeira.
Segundo o técnico, o transporte de citros terá cada vez mais restrições. Os produtos cítricos têm cinco pragas quarentenárias como mosca da carambola, mosca da fruta, cancro cítrico, CVC e Pinta Preta, que impedem o livre trânsito desses produtos. Se as cargas não estiverem acompanhadas do CFO, dificilmente terão permissão para circular no Estado e também para outros estados, advertiu. Se os caminhões não estiverem acompanhados da documentação exigida terá de voltar para o local de origem ou terá a carga destruida.





