Curitiba - Os incentivos fiscais no Brasil e a relação com os sindicatos de trabalhadores fazem parte do Custo-Brasil. A opinião é do diretor da Pactum Consultoria Empresarial, Gilson Faust. Segundo ele, a carga tributária no Brasil fica em desvantagem muito grande em relação a outros países. ''A decisão das multinacionais no momento de escolher um país para investir passa por tudo isso. É natural que as empresas automotivas considerem um local com custo tributário menor na hora de investir'', disse.
Para ele, o governo federal deve buscar a eficiência operacional para ter uma gestão pública adequada e conseguir uma racionalização tributária. Ele não acredita que os incentivos fiscais e a relação sindical levem o Paraná a perder empresas, mas não descarta a possibilidade de esses fatores afastarem novos investimentos. Além disso, as companhias também consideram a questão logística que inclui portos e estradas e os custos de exportação.
Ele lembrou que a legislação trabalhista foi criada em 1945 no governo do presidente Getúlio Vargas, o que acaba sendo de certa forma arcaico para os dias atuais. Com isso, a relação sindical é outro gargalo do País e deixa pouca margem de negociação entre o capital e o trabalho. ''Os sindicatos passam a ter um poder de negociação muito forte na medida que a legislação brasileira é detalhista em limites e fixação de direitos'', comentou. (A.B.)

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