São Paulo - O economista e ex-presidente do Banco Central (BC), Affonso Celso Pastore, considera que a pressão por gastos no setor público permite prever a continuidade da carga tributária atual recorde de 34% do Produto Interno Bruto (PIB) também no próximo governo.
Pastore fez a afirmação ao responder pergunta do ex-ministro da Saúde, Adib Jatene, em reunião do Conselho de Economia, Sociologia e Política da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.
Jatene argumentou que, em países europeus, a carga tributária é mais elevada do que a brasileira e seria preciso analisar as necessidades do povo antes de se avaliar o tamanho da carga tributária. Pastore respondeu que as necessidades são infinitas e há escassez de recursos.
Para o economista, os sinais de retomada na atividade econômica pressionam as importações e apontam para inflação mais elevada para este ano. Essa expectativa de inflação maior limita a queda nas taxas de juros. Pastore observa que as taxas inflacionárias apontam para 6% neste ano.
O ex-presidente do BC defendeu a continuidade da abertura da economia, mais investimentos em educação e a reforma tributária.

mockup