Carga tributária atinge 36,45% do PIB
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quarta-feira, 05 de fevereiro de 2003
Agência Folha 
São Paulo - A carga tributária do brasileiro cresceu pelo sexto ano seguido e voltou a bater recorde em 2002. Enquanto em 2001 os tributos representaram 35,48% do PIB, no ano passado a proporção subiu para 36,45%. No total, a arrecadação de impostos somou R$ 476,57 bilhões em 2002, um aumento de R$ 72,82 bilhões sobre o volume arrecadado no ano anterior.
Entre os tributos de maior peso, a mordida do Imposto de Renda (IR) foi a que mais cresceu. Em 2001, o tributo abocanhou R$ 64,91 bilhões dos contribuintes. Já em 2002 o montante saltou para R$ 85,80 bilhões, um aumento de 32,19%.
A arrecadação dos impostos vinculados à Seguridade Social, entre eles, PIS, Cofins e INSS, subiu 19,16% em 2002. A maior alta foi registrada na CSSL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido) que subiu de R$ 9,36 bilhões em 2001 para R$ 13,36 bilhões no ano passado, uma diferença de 42,68%.
Os dados são do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), que a cada ano faz o levantamento dos tributos pagos no Brasil.
Segundo o estudo, os brasileiros pagaram, individualmente, R$ 2.723,26 de impostos federais, estaduais e municipais em 2002. Ainda de acordo com o levantamento, a renda per capita anual da população brasileira é calculada em R$ 7.470,86. Isso significa que cada cidadão teria de trabalhar quatro meses e 13 dias para pagar impostos.
Entre 1994 e 2002, o IBPT verificou um aumento de 213% na carga tributária. O período corresponde ao governo de Fernando Henrique Cardoso.
A escalada ininterrupta na relação tributos/PIB começou em 1996. Naquele ano, o índice era de 27,29%. Desde 1999 a carga tributária ultrapassou os 30% do PIB e não recuou mais. O estudo do IBPT leva em conta a arrecadação tributária desde 1986. Desde então, a carga tributária brasileira cresceu 530%, enquanto que o PIB aumentou 287% no mesmo período.


