Carga com novo sistema pode subir 200%
São Paulo - Mesmo com a extensão do prazo de parcelamento de dívidas oferecidas pela Receita Federal, muitas pequenas e microempresas estão preferindo ficar de fora do Simples Nacional (Supersimples). A maioria dos ''dissidentes'' é do setor de serviços, que teme aumento na carga tributária. ''Em alguns casos, a carga fiscal poderá crescer mais de 200%'', diz o consultor tributário Wellinton Motta, da Confirp Consultoria.
O principal motivo para a elevação é que algumas empresas de serviços terão de recolher a contribuição previdenciária sobre a folha de salários em separado, diferente do que ocorre com as companhias de indústria e comércio. É o caso de academias de ginástica, escritórios de contabilidade e serviços de limpeza e vigilância e de outras empresas que estão no anexo IV e V da nova lei. ''Para elas, só é vantajoso aderir caso 40% do seu faturamento esteja comprometido com pagamento de pessoal'', diz o consultor tributário da IOB Thomson, Valdir Amorim. Nesses casos, a alíquota do tributo que deve ser pago é de 4%. Para aquelas cuja relação entre folha de salários e faturamento for menor que 40%, a alíquota sobe para 15%. (AE)





