Os partidos de oposição ao governo do Estado organizam uma série de protestos contra a privatização da Copel, amanhã. A bancada de oposição na Assembléia Legislativa está rachada. Apenas oito dos 24 deputados estaduais que compõem o bloco vão para o Rio de Janeiro engrossar o protesto - que deverá ser puxado pela caravana organizada pelo PMDB, composta por militantes e estudantes. Alguns parlamentares argumentam que não querem ir ao Rio assistir ao ''enterro'' da estatal. Outros acreditam que a presença deles é necessária para dar força política à campanha antiprivatizante.
A primeira mobilização acontece hoje, em Curitiba, a partir das 17 horas. O Fórum Popular Contra a Venda da Copel marcou uma caminhada até o Palácio Iguaçu, saindo da Boca Maldita. O coordenador-executivo do fórum, ex-deputado Nelton Friedrich, disse que são esperadas cerca de 500 pessoas.
A caravana montada pelo PMDB planejava deixar a Capital por volta da meia-noite de ontem. O partido não divulgou o número de ônibus nem de pessoas que seguirá ao Rio, alegando ''questões de segurança''. Eles pretendem ficar acampados em frente ao prédio da Bolsa, em vigília.
A União Nacional dos Estudantes (UNE) deve participar, além de entidades não-governamentais (ONGs) antiglobalização. O PMDB vai pedir que a presidência da Bolsa não permita a realização do leilão. (Maria Duarte, de Curitiba)

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