São Paulo - A Coopercentral Aurora também está com dificuldades de preencher vagas. De acordo com o diretor vice-presidente da companhia, Neivor Canton, a média de postos em aberto durante 2010 foi de 202 no encerramento de cada mês e em janeiro não foi diferente. ‘‘Na sua maioria, a dificuldade está em vagas para homens, pela característica da atividade. Os postos nos quais se pode usar mão de obra feminina são preenchidos com facilidade’’, disse o executivo.
O executivo também citou que pessoas que recebem bolsas dos programas do governo preferem o trabalho informal, como complemento de renda. Ele lembra que a remuneração da mão de obra do setor de aves e suínos não é das mais atrativas do mercado e por isso acaba concorrendo com outras atividades da economia.
No final do ano passado, o presidente da Marfrig, Marcos Molina dos Santos, disse que a empresa estava com 3 mil vagas em aberto, principalmente de áreas operacionais do complexo Seara/Marfrig, e que não havia ‘‘gente’’ para completá-las. ‘‘Estamos crescendo e começa a faltar mão de obra nas unidades’’, afirmou o executivo, na ocasião. Segundo ele, além de faltar pessoas nas cidades em que a empresa atua, ‘‘geralmente de densidade populacional pequena’’, ocorre também competição com a indústria local. (S.I.)

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