Característica causa resistência
Uma das resistências à aceitação do leasing é o fato de o carro não ficar no nome do consumidor durante a vigência do contrato. Apenas após a quitação é que há a transferência de propriedade do bem. O gerente de vendas da Davox (da rede Volks), Tadeu Gambarini, diz que há clientes que relutam em aceitar o sistema por conta desse motivo. Mesmo assim, o leasing já responde por cerca de metade das vendas feitas a prazo na concessionária.
O vice-presidente-executivo da Associação Brasileira das Empresas de Leasing (Abel), Rafael Cardoso, lembra que, ainda que no crédito direto ao consumidor (CDC) o carro fique no nome da pessoa, o bem permanece alienado até o fim do prazo de financiamento. Ele diz ainda que é possível, em alguns casos, negociar o carro, fazendo um aditamento ao contrato e transferindo os direitos e as obrigações para terceiros.
Outra queixa dos consumidores é a dificuldade para antecipação das parcelas. Cardoso explica que a antecipação é possível. A questão é que, nesse caso, a operação de leasing se transforma em uma compra e venda financiada, o que acarreta um custo mais elevado para o arrendatário.
Segundo o gerente-comercial da Trans Am (rede GM), Munir Faraj, outro aspecto que precisa ficar claro aos clientes é a obrigatoriedade do seguro no leasing. O vice-presidente da Abel comenta que o seguro não é obrigatório, mas admite que quase todas as empresas o exigem. O motivo é que o carro continua no nome da empresa até o fim do contrato e o seguro é uma garantia a mais.





