Captação fica positiva em US$ 1 bi em fevereiro
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terça-feira, 01 de abril de 2003
Agência Folha 
São Paulo Os juros elevados animam a indústria de fundos de investimentos no Brasil. Segundo a consultoria Thomson, em fevereiro o setor captou US$ 1,6 bilhão e cresceu 1,63%, o dobro da média da América Latina (0,76%).
Em fevereiro, pela segunda vez consecutiva no ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) subiu o juro para 26,5% ao ano, o mais alto desde maio de 1999, na tentativa de conter a alta da inflação. Em março, a taxa foi mantida, mas com viés de alta.
O principal destaque foram os chamados fundos de renda fixa e DI, que registraram captação positiva (depósitos menos saques) de US$ 1,596 bilhão. Segundo a Thomson, o juro de 26,5% permitiu rendimentos de 2% ao mês nos produtos de baixo risco e atraiu os investidores de perfil conservador.
Os bancos de varejo tiveram forte destaque entre as instituições que mais captaram recursos. O Banco do Brasil liderou a lista com US$ 418,13 milhões, seguido pelo Itaú (US$ 334,25 milhões), Citibank (US$ 223,83 milhões), Bradesco (US$ 182,64 milhões) e Caixa (US$ 170,31 milhões).
O México, o mercado mais representativo da América Latina após o Brasil, teve uma captação negativa de US$ 655,65 milhões. A captação também ficou negativa na Argentina, que totalizou em fevereiro resgates no valor de US$ 32,41 milhões.


