Capitania dos Portos pode impor novas restrições
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Capitania dos Portos do Paraná pode impor novas restrições para a navegação no Porto de Paranaguá. Como o assoreamento do Canal da Galheta - que dá acesso aos portos - é contínuo, caso não ocorra a dragagem, é natural que ocorram novas restrições, informou ontem a Capitania. Na última sexta-feira, a entidade suspendeu totalmente a navegação noturna no Canal da Galheta como a FOLHA divulgou ontem com exclusividade. Segundo a Capitania, as novas restrições podem ocorrer em relação à redução do calado e comprimento dos navios que demandam o Porto de Paranaguá.
A principal justificativa apresentada na Portaria nº 18 é a deficiência na sinalização náutica. A medida está em vigor desde a última sexta-feira e foi determinada pelo capitão dos portos, Marco Antonio do Amaral Silva. A Capitania esclareceu que, ''restabelecidas as condições mínimas para a segurança da navegação noturna, a portaria de interdição será revogada''. A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) informou que o porto e a Capitania vão realizar a troca das lâmpadas das bóias no Canal da Galheta para garantir a segurança da navegação.
Esta não foi a primeira restrição imposta pela Capitania. Esta situação vem sendo provocada pelo assoreamento do Canal da Galheta devido a falta de dragagem que não é realizada desde junho de 2005. No dia 21 de dezembro do ano passado, o calado dos navios foi restrito para 11,89 metros.
Usuários do porto que preferiram não se identificar, não acreditam no sucesso da Companhia Paranaense de Dragagem. As mesmas fontes comentaram que a situação está ficando cada dia mais crítica com a falta do serviço de dragagem e que, as multas por tempo de espera dos navios chegam a US$ 50 mil por dia.
Outro temor é que o assoreamento do Canal da Galheta aumente com a chegada do outono e do inverno. Quando as temperaturas ficam mais baixas, as correntes marítimas correm do sul para o norte, o que provoca uma obstrução maior do canal. A Capitania dos Portos preferiu não comentar o assunto pois não é sua atribuição.


