O economista argentino Jorge Benstein empolgou ontem os participantes do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, com o diagnóstico de que o capitalismo está vivendo a pior crise de sua história. O sistema estaria ‘‘decadente e senil’’, abrindo espaço para as alternativas socialistas ou comunistas. ‘‘Isso nos dá esperança de um novo horizonte’’, anunciou Benstein, durante um dos seminários com mais de 300 pessoas.
A crise atual da economia norte-americana, considerada por Benstein como pior do que a de 1929, alimentou as análises de três dos cinco economistas que participaram do debate ‘‘Como construir um sistema de produção de bens e serviços para todos?’’. Todos usaram um discurso acadêmico e doutrinário para analisar o capitalismo e propor alternativas. O mais radical foi o egípcio Samir Amin, uma das estrelas mais reverenciadas do Fórum, que, no entanto, disse não ter tanta certeza de que o modelo capitalista esteja com os dias contados.

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