Capital social da Copel é elevado para R$ 2,9 bi
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sexta-feira, 27 de dezembro de 2002
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba Acionistas da Companhia Paranaense de Energia (Copel) reuniram-se, ontem, em assembléia geral extraordinária, quando aprovaram o aumento do capital social da empresa de R$ 1,62 bilhão para R$ 2,9 bilhões. Na mesma assembléia, os acionistas elegeram os novos membros dos conselhos de administração e fiscal da companhia, indicados pelo governador eleito, Roberto Requião, como representantes do Estado, que é o acionista majoritário da Copel.
O aumento de capital foi proposto no início do mês pelo conselho de administração atual, que permanece até a posse dos novos indicados, que será no ínicio de janeiro. Conforme divulgação de edital, na semana passada, o aumento de capital seria uma exigência da Siemens que está prestes a firmar um contrato com a Copel no valor de US$ 70 milhões para reparação e manutenção de turbinas da Usina Termelétrica a Gás de Araucária (UEG Araucária). A UEG Araucária está sendo administrada pela estatal.
O novo Conselho de Administração, indicado pelo governador eleito, terá como presidente, o ex-governador Ary Queiroz. O conselho será composto por Paulo Pimentel, ex-governador do Paraná e futuro presidente da empresa; o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/Pr), Roberto Von Der Osten; o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA/Pr), Luiz Antônio Rossafa; o presidente do Sindicato dos Engenheiros (Senge), Lindislei Rasca Rodrigues, e pelo ex-deputado Acyr Mezadri (PMDB).
A assembléia dos acionistas elegeu ainda o conselho fiscal que será
composto por Elzio Batista Machado, Paulo Trompczynski e Maurílio Shimitt como membros titulares. Para a suplência do conselho fiscal foram eleitos Antônio
Rycheta, Nelson Pessutti e Moacir José Soares.
A indicação dos novos ocupantes do Conselho de Administração e Fiscal da empresa foi recebida como uma homenagem de Requião às entidades que participaram da luta pela permanência da Copel como empresa pública. As entidades como Crea, Senge e Cut se engajaram no Fórum Popular contra a Venda da Copel e travaram uma guerra judicial com o governo do Paraná para impedir a privatização da empresa. O leilão de venda da empresa foi cancelado pelo governador Jaime Lerner, por falta de interessados na compra da empresa em decorrência das dificuldades econômicas da época.


