Capital paulista perdeu 350 mil vagas desde 85
Quem segurou o emprego num nível mais amplo foram as pequenas instalações e as cidades menores, que não aparecem tanto nas pesquisas mensais. As pesquisas conjunturais mensais refletem com mais fidelidade o que se passou nos grandes centros e nas grandes empresas, diz o economista. Sales acrescenta que, como o emprego ainda melhorou no final dos anos 80, a queda foi muito maior de 90 em diante.
Mesmo assim, pela Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, a queda do emprego entre 85 e 98 foi de 38%, mais de cinco vezes os 7% do censo.
O conjunto das dez maiores cidades em emprego industrial pouco se alterou de 1985 para 1998 (São Paulo é a número um, o Rio, a segunda, e São Bernardo do Campo, a terceira), mas elas perderam 32% das vagas nesse período, ante a média nacional de 7%.
O tranco da reestruturação não foi generalizado, pegou empresas de porte, que estão em pólos importantes, diz Sales. Os números dão uma idéia do tranco. A capital paulista perdeu mais de 350 mil vagas entre 85 e 98.
O pólo industrial do ABC hoje ABCD seguiu o mesmo caminho. Até ampliou o número de vagas entre 70 e 85, mas perdeu no ritmo para outros pólos industriais, reduzindo seu peso no emprego industrial.
Ajudaram a amortecer o corte profundo nas vagas os municípios que foram na contramão dos anos 90, marcado pela redução no emprego industrial. Um destaque é Goiânia, que tinha 5.800 postos em 70 e mais que triplicou o número até 98.





