Capital intelectual impulsiona indústrias no PR
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quarta-feira, 12 de março de 2008
Edson Pereira Filho<BR>Reportagem Local 
Criar capital intelectual para servir a todas as empresas do Paraná. Este é objetivo do novo Parque Tecnológico de Londrina, localizado na Zona Oeste, que será inaugurado no início do próximo mês. Na contramão da guerra fiscal para atrair indústrias e empresas, Londrina está se notabilizando pela implantação do primeiro pólo de criação de tecnologia e certificação de qualidade da Região Sul do País.
Antes mesmo da inauguração, o novo espaço já começa a criar tecnologia para o Norte Velho e Norte Pioneiro do Estado. Um total de 430 empresas têxteis (localizadas em um raio de 100 quilômetros de Londrina), sendo 98% micro e pequenas empresas, serão as primeiras indústrias beneficiadas com o empreendimento tecnocientífico. ''A iniciativa tem por objetivo agregar conhecimento e geração de tecnologia e sua aplicabilidade nas indústrias de todo Paraná'', declara Marcelo Trautwein, gerente regional do Instituto de Pesos e Medida (Ipem).
O empreendimento foi viabilizado através de parceria público-privado, envolvendo Prefeitura de Londrina, governos estadual e federal, centros de excelências e indústrias parceiras. A Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Universidade Tecnológica Federal já ultimaram sua participação no empreendimento, que trará competitividade para as indústrias e para o agronegócio no mercado interno e externo. ''Queremos criar uma grife de qualidade'', afirma Trautwein. Os laboratórios de pesquisa e desenvolvimento de produtos estão sendo instalados dentro do Complexo Metrológico do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem/PR).
As parcerias serão firmadas no próximo dia 4, quando será inaugurado o Parque Tecnológico. ''Ao invés de multar queremos que as empresas produzam corretamente e sejam também competitivas'', argumenta Trautwein, acrescentando que o Ipem é quem catalisa o projeto. A Prefeitura de Londrina investiu cerca de R$ 3,5 milhões no Parque Industrial Francisco Sciarra com obras de adequações no barracão e construção de laboratórios. Mais R$ 5 milhões foram investidos pelos governos estadual e federal.
Estrututura - Dois laboratórios já estão funcionando: de Ensaio Físico e de Ensaio Químico que contam, entre outros equipamentos, com a Câmara de Flamabilidade, que vai testar e ajudar a aperfeiçoar tecidos. Teste para saber, por exemplo, em quanto tempo um tecido desbota, resistência a ácidos (cloro de piscina, por exemplo), água salgada, calor excessivo e revestimentos de veículos. Trautwein destaca que estes produtos necessitam ser certificados para poder entrar na Comunidade Européia e nos Estados Unidos.
Segundo ele, testes serão disponibilizados gratuitamente para as empresas, que serão direcionadas para o Parque Tecnológico pelo Sebrae. O Sebrae fez uma pesquisa (em um raio de 100 quilômetros de Londrina), para saber, entre outras coisas, o que geraria mais empregos e negócios na região. Foram levantados dados que auxiliam no projeto de criação de uma rede de micro e pequenas empresas dentro de um programa de desenvolvimento tecnológico.
Outros centros de excelências como a Unifil, a Unopar, a PUC e a Uninorte estão se filiando ao projeto. ''São tantas entidades e empresas, que não dá para nomear todas'', preocupa-se Trawtein, explicando que todo projeto do Parque Tecnológico foi elaborado ao longo de oito anos.


