Capital de Giro (Ruth Meira)
Capital de Giro (Ruth Meira)
OPERÁRIO PADRÃO
IlustraçãoUma pesquisa junto às indústrias de Santa Catarina pelo Sistema Fiesc/Senai, que descreve o perfil do operário do futuro, faz tremer até pós-graduados. O grau de exigência que as empresas demonstram em relação aos trabalhadores parece crescer na mesma proporção dos índices de desemprego. Durante quatro meses, 200 empresas das 30 principais cidades industriais do Estado receberam questionários para traçar as exigências básicas que os trabalhadores devem atender para sobreviver no emprego. Basicamente, estas:
Dominar as técnicas da função
Conhecer informática
Falar inglês e espanhol
Ler e interpretar textos em português, inglês e espanhol
Saber ler e interpretar tabelas, desenhos e gráficos
Agir com princípios de qualidade e segurança do trabalho
Preocupar-se com o meio ambiente
Redigir e falar com clareza e objetividadePode parecer exagero, mas a maior parte desses requisitos já integra o cotidiano do mercado de trabalho, diz o professor Otavio Ferrari Filho, diretor regional do Senai-SC. O objetivo da pesquisa é avaliar o perfil dos cursos que o Senai oferece e melhorar a formação profissional. A partir do estudo, a instituição elaborou projeto para reformular cursos profissionalizantes de mecânica, eletricidade, construção civil e confecção.DE VOLTA À RAIZ
O Secretário de Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico do Paraná, Eduardo Sciarra, declarou a um jornal de negócios, esta semana, que a fase de atração das grandes indústrias pelo Estado, como as montadoras, praticamente terminou. O próximo passo do governo do Estado seria voltar as baterias para a industrialização dos produtos agrícolas, em unidades espalhadas pelo Paraná, descentralizando a geração de empregos e agregando valor à esta produção.
Estudos da Organização das Cooperativas Brasileiras (Ocepar) reforçam a tese do secretário. Segundo a entidade, 47 cooperativas e 12 empresas privadas pretendem investir nos próximos dois anos R$ 728 milhões nesse setor, gerando 23,1 mil empregos diretos. Promessa de impulso econômico e garantia de empregos.
Se os R$ 2,5 bilhões aplicados no Paraná por empresas automotivas e fornecedores tivessem sido dirigidos à agroindústria, o Estado teria ganho 77,5 mil empregos diretos. Aplicados no chão de fábrica, esses recursos vão abrir apenas 8,8 mil vagas.TENDÊNCIA ECONÔMICA
Arquivo FolhaO jornalista econômico Luís Nassif tocou bandolim no Empório Guimarães, debateu as perspectivas econômicas com empresários paranaenses e fez palestra sobre Pequenas Empresas na Economia Competitiva na Era da Globalização , como parte do 9º Encontro da Habitação e do Mercado Imobiliário Paranaense, na semana passada em Londrina. Durante a conferência, feita no Hotel Sumatra para uma platéia quase lotada, o comentarista de televisão deu algumas dicas aos empreendedores que querem vencer o desafio dos novos tempos, segundo ele. A coluna destaca algumas declarações de Nassif durante a conferência, na sexta-feira, 22. Confira.
Os programas de qualidade e produtividade sucederam, com eficiência, os pacotes embrulhados de idéias vazias que estavam se alastrando. O da reengenharia é um deles.
Quando a informação e o capital estiverem disponíveis para todo mundo, o que vai acontecer em algum tempo, a criatividade vai fazer toda a diferença
Empreendedor não é sinônimo de gerente. O primeiro é um criador, é o que pensa estrategicamente a empresa. O outro, executa
Daqui em diante, com a abertura da economia, só a empresa com bom plano de negócios terá acesso ao capital
Sozinho nenhum empresário vai fazer nada daqui em diante. Os tempos são de conhecimentos multifacetados. Empresas e profissionais devem seguir essa tendência
Macroeconomia é um embuste. O que muda o País, o que importa mesmo, é a cabeça das pessoasFUNIL EXPORTADOR
Se o governo não agir rápido, vai ver o nível de exportações do País cair em vez de aumentar. O Ministério da Indústria e Comércio pediu um estudo à Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior - a Funcex, e não gostou do que viu. Nos últimos três anos, o levantamento mostra que a participação das pequenas e médias empresas caiu 20% no conjunto das vendas externas do País. A radiografia mostra onde estão os principais nós para que as exportações deslanchem: falta acesso às empresas de menor porte a informações básicas de mercado e não há transferência externa de tecnologia.Ilustração
Existe o risco que você não pode jamais correr, e existe o risco que você não pode deixar de correr
Peter Drucker





