Capital de Giro (Ruth Meira)
Capital de Giro Ruth Meira
ALTA VOLTAGEM
IlustraçãoNem todo consumidor sabe, mas desde o início do ano
as empresas de energia elétrica estão cumprindo novas regras no atendimento ao usuário. O Departamento Nacional de Águas de Energia Elétrica (DNAEE) instituiu 30 normas que beneficiam o consumidor. Uma delas: as concessionárias agora têm prazo - de 48 horas - para restabelecer o funcionamento depois do corte de energia por falta de pagamento. Até o ano passado, a maioria das empresas só religava a energia três dias úteis após a quitação.
O usuário que for vítima de cobrança indevida deverá receber a diferença no máximo até a conta seguinte. Antes, não havia prazo. Outra garantia: para o corte de fornecimento do consumidor inadimplente, o DNAEE manda que a empresa comunique previamente o usuário. Após o aviso, o consumidor ainda tem 15 dias para quitar a fatura. Só depois disso é que pode ficar no escuro. Quem apresentar alguma reclamação à companhia, agora tem direito a uma resposta da empresa dentro de 30 dias.
Até para os chamados gatos, que se valem de manobras fraudulentas para desviar energia, tem regra nova: as empresas só podem cobrar o que foi efetivamente utilizado irregularmente. As regras antigas possibilitavam que as concessionárias estimassem o valor. E mais: os grandes consumidores que desenvolverem ganhos de eficiência no consumo - caso das indústrias, principalmente - podem pedir à concessionária a renegociação dos contratos e redução do valor da energia. O gerente comercial da Copel, João Aelço Pelosi, diz que a portaria está em pleno vigor. Agora, é só os usuários fazerem valer os seus direitos.A AVENTURA DO VÔO SOLO
Arquivo FolhaVera Lúcia Carlos: Ineditismo sem qualidade não leva a nadaPara ajudar futuros empreendedores na tarefa de definir o ramo de atividade onde investir, o Sebrae em Londrina está fazendo um trabalho de prospecção de negócios de futuro. A idéia é garimpar os setores com maiores possibilidades de sucesso. A consultora Vera Lúcia Maria Carlos, de Londrina, diz que a pesquisa inclui consultas junto ao Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social) e a empresas do Estado.
Queremos mapear os diversos ramos de atividade, identificar os seus mercados e orientar melhor os candidatos, afirma. Costumamos aconselhar novos empreendedores a fazer um plano de mercado para conhecer as potencialidades do setor em que pretende atuar, ela diz. Mas muitas vezes o cliente não sabe ao certo em que setor vai investir e sente falta de subsídios para definir a sua opção. É isso o que pretendemos poder fazer a partir desse estudo.
Quem está à frente de um negócio próprio no Brasil tem tido um rosário de queixas para desfiar: impostos pesados, regras instáveis, custos de produção altos, margens de lucro anêmicas. Mesmo assim, milhares e milhares de pessoas sonham com o dia em que poderão abrir as portas de um empreendimento todo seu, livrando-se de horários rígidos, salário engessado, ameaça de desemprego. As pesquisas mostram sempre que ter a própria empresa é a ambição número um no ranking de projetos dos brasileiros. Mas os problemas são muitos. Para quem tem o capital inicial, boa parte deles já está resolvida. E o segundo passo, de vital importância, é justamente escolher onde apostar as fichas.
Vera diz que às vezes os novos empreendedores enganam-se com oportunidades que parecem promissoras. Querem abrir um estabelecimento em um setor que está dando certo, sem experiência na área. Em outras, pretendem ser pioneiros em um ramo de atividade, mas pecam na qualidade do produto ou serviço. E ineditismo sem qualidade não adianta nada. Logo o mercado já está cheio de novos estabelecimentos do setor e é o pioneiro, muitas vezes, que fracassa, observa. Por isso, a consultora diz que só há um caminho para quem começa um novo negócio: pesquisar muito. Para ajudar os aspirantes a empresários nessa tarefa - difícil em tempos recessivos - o Sebrae resolveu sair a campo para mapear as atividades de futuro.
Quando as etapas iniciais estão resolvidas - capital na mão e projeto pronto - é que muitas vezes o futuro empresário se pergunta como fazer, então, para abrir uma firma. O ideal é contar com o apoio de um contador. Mas, para quem quer se arriscar na aventura burocrática sozinho, vai aí um roteirozinho de como proceder.O CAMINHO DAS PEDRAS
1 - Ter em mãos carteira de identidade e CPF.
2 - Ter definido o local onde a empresa vai funcionar (verificando se está dentro do zoneamento comercial e industrial do município).
3 - Apresentar comprovantes das últimas cinco declarações do Imposto de Renda (ou declaração de que estava isento).
4 - Fazer o contrato social (com número de sócios do empreendimento, data de constituição, ramo de atuação, local de funcionamento - é o registro de nascimento da empresa, que cria a pessoa jurídica). Por força de lei, um advogado terá que assinar esse contrato.
5 - Solicitar o CGC da empresa junto à Receita Federal.
6 - Encaminhar toda a documentação para a Junta Comercial, que deverá concluir o registro da empresa no período de três dias a uma semana.
7 - Encaminhar pedido de alvará de licença à prefeitura do município onde a empresa vai funcionar. Esse processo também pode levar de três dias a uma semana.
8 - Requerer inscrição estadual.





