Tesoura no calote
Desde que um grupo de proprietários de postos de combustível em Londrina iniciou um controle dos maus pagadores, há dois meses, o nível de calote já caiu 40%. Luiz Bolognesi, dono de três estabelecimentos na cidade, contabiliza os primeiros resultados. Ele aceita cheques com prazo de 50 dias e esta é a primeira semana - desde que o sistema de proteção começou a valer - que os cheques estão indo aos bancos.
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O resultado, para alívio do empresário, é melhor que o esperado. Além do controle de cheques ter protegido o posto dos ‘voadores’ que estavam arrombando o caixa da empresa, alguns antigos emitentes de cheques frios, que tinham pendências de até dois ou três anos atrás, procuraram o posto para acertar as contas e limpar o nome. Mas a lista negra ainda é extensa: reúne 5 mil nomes de clientes ‘non gratos’.
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Até agora, 10 postos em Londrina, responsáveis por 50% do combustível comercializado na cidade, estão juntos nesse sistema de proteção. Logo na entrada do posto, um cartaz avisa ao cliente que, ali, há controle de emitentes de cheques. Na opinião de Bolognesi, a tendência é de que em muito pouco tempo os cheques devolvidos caiam até 60% nos postos integrados ao sistema. ‘‘Mais do que isso vai ser difícil’’, ele admite. Afinal de contas, há sempre novos caloteiros na praça.Loft, o novo flat
O ‘‘loft’’ é a novidade que está despontando no mercado imobiliário. Inicialmente, nos grandes centros urbanos. Em São Paulo já começa a ficar conhecido. A versão brasileira do empreendimento - já comum nos Estados Unidos - é um pouco mais sofisticada. Lá, são galpões desativados que acabam transformados em imóvel residencial. Aqui, são imóveis compactos e novos, muito parecidos com os flats. A área útil vai de 30 a 90 metros quadrados.
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Em relação aos flats, o volume dos serviços oferecidos pelos lofts é menor. Por conta disso, a taxa de condomínio também tende a ser mais baixa. O preço de venda também é menor que o do flat. Isso porque no loft o acabamento é todo feito pelo comprador. Os espaços da unidade são divididos por quem compra o imóvel, exceto banheiro e cozinha.
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Futuramente o loft deve disputar mercado com os flats e também com o tradicional apartamento de um dormitório. É que o público comprador desses três tipos de imóvel é praticamente o mesmo e é formado principalmente por solteiros, descasados, casais sem filhos ou casais com mais idade cujos filhos já saíram de casa. O produto também deve atrair investidores.Franchising
de acarajé
O franchising brasileiro ganha sotaque baiano. A vendedora de acarajé mais famosa da Bahia, Lindinalva de Assis, a Dinha, está negociando a franquia de sua marca para empresários de Brasília e São Paulo. Com faturamento bruto de R$ 65 mil por mês, a comerciante garante que a venda de acarajés em tabuleiros é vantajosa. Com lucro médio de R$ 13 mil mensais, Dinha disse que já franqueou sua marca - Dinha do Acarajé - gratuitamente para dois parentes que vivem em Salvador. Além de permitir o uso da marca no tabuleiro, a comerciante ensina a fazer acarajé, abará, cocada e bolinho de estudante - salgados e doces típicos baianos.
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Dinha e seus franqueados vendem cada acarajé e abará por R$ 1,50. Ela comercializa cerca de mil acarajés e 500 abarás por dia, nos períodos de alta estação. ‘‘Em baixa, o faturamento cai para cerca de R$ 45 mil e o lucro, para uns R$ 9 mil.’’ O novo negócio já custou R$ 170 mil à comerciante, entre obras, móveis e objetos de decoração. ‘‘Para fazer os quitutes, preciso apenas de um tacho, ingredientes e ajudantes para o atendimento’’, ela conta.

NEGÓCIO DE OCASIÃO

Bota-fora de móveis
Com uma estrutura barata, é possível iniciar uma atividade simples mas que pode oferecer bom rendimento para quem quer se aventurar em um negócio próprio: a venda de objetos usados de mobiliário de casa. Muitas vezes quem está trocando os móveis ou, por alguma razão, tem peças sobrando em casa, gostaria de passar pra frente aquilo que não vai mais usar. É onde entra o ‘‘empreendedor’’. Nesse caso, apenas um intermediário cuja função é aproximar as duas pontas - quem quer vender e quem quer comprar.
Nesse bota-fora de objetos sem utilidade para um, mas que pode cair como luva para outro, a arte é selecionar bem os objetos e valorizá-los na hora da negociação. Quem vende encontra facilidade de colocação e pode obter um preço melhor; para quem compra, há maior segurança no negócio. Não é propriamente uma loja de móveis usados. Na verdade, está mais para uma ‘corretora’’ de objetos. Para abrir o negócio, basta um telefone, um computador e dois ajudantes. E, claro, entender do ramo.

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