Capitais registraram mais ausências
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terça-feira, 12 de novembro de 1996
Agência Folha 
BRASÍLIA - A ausência dos estudantes no provão foi maior nas capitais dos estados do que no interior, de acordo com números parciais divulgados ontem pelo Ministério da Educação (MEC) de presença nas provas de engenharia e administração em todo o país. A Fundação Carlos Chagas, responsável pelas provas de direito, revelou apenas os índices de ausência da cidade de São Paulo (2,4%) e do interior do Estado (2,1%).
A Fundação Cesgranrio, que preparou e aplicou as provas de administração e engenharia civil, também não divulgou o índice global de ausência. Foram fechados índices por capitais de estados e interior dos estados, excluindo-se Piauí, Paraíba, Acre e Amapá.
Das 21 capitais que têm cursos de administração, nove tiveram índice de ausência de dois dígitos. Em Brasília, o mais alto, chegou a 37%. O Rio veio em seguida com 20%, e Sergipe, com 18%.
Entre os 20 estados que têm cursos de administração no interior, apenas um aparece com mais dois dígitos: o Rio de Janeiro, que teve 13% de ausência. No interior, quatro estados tiveram presença total dos inscritos. Entre as capitais, apenas em uma, Palmas (TO), todos os formandos de administração compareceram.
Entre os formandos de engenharia civil ocorreu o mesmo. De 20 capitais, sete tiveram índices superiores a 10%. O recorde foi do Rio de Janeiro, com 35%. Em seguida vem Santa Catarina, com 25%. O índice total de presença foi alcançado em quatro capitais.
Dos sete estados brasileiros que têm curso de engenharia no interior, apenas um chegou a 10% de ausência: Santa Catarina. A Fundação Carlos Chagas tem uma estimativa de 2% de ausência em todo o País nas provas de direito, baseando-se em uma amostra de provas. Os dados globais deverão ser divulgados até o final da semana. Esses números referem-se apenas aos alunos que compareceram ou não ao local de prova, independentemente do fato de terem entregado a prova em branco.
Para a turma de engenharia civil de Brasília, por exemplo, o índice de ausência não é dos mais altos (10%), mas 34 dos 36 formandos assinaram manifesto declarando terem entregue a prova sem responder às questões.


