Os pequenos produtores de Capanema , no Sudoeste do Paraná, estão trocando as tradicionais lavouras de milho, soja e feijão por plantios de cana-de-açúcar. Eles estão entusiasmados pela alta rentabilidade da cultura, depois que o município se tornou conhecido até internacionalmente com a produção de açúcar mascavo. Há pedidos de exportação do açúcar para a Argentina, Alemanha e Japão. Só a Argentina fez um pedido para receber 4.000 quilos de açúcar por semana, mas a produção é insuficiente para atender a demanda, disse a técnica da Emater, Gerta Alaíde Kolas.
A ‘‘febre’’ da produção de açúcar mascavo em Capanema foi favorecida pelo microclima local, ao longo do rio Iguaçu, onde a temperatura é alta durante o dia e cai acentuadamente durante a noite. Dificilmente sofre com os efeitos de geadas e o solo tem fertilidade natural. Atualmente a produção anual é de 40 mil quilos e a meta é triplicar esse volume até o ano que vem, disse o secretário municipal de Agricultura, Luiz Hofmann. Isso porque a única usina de beneficiamento do município produz em torno de 6 toneladas de açúcar por mês ‘‘e não é suficiente para atender a demanda que vem de outros estados e de outros países’’, disse.
Para atender a produção de açúcar mascavo, o plantio de cana abrange 20 hectares e é considerado pequeno, segundo Gerta Kolas, da Emater. Mas enquanto não ficarem prontas novas usinas de beneficiamento, não será possível estimular a expansão do plantio de cana.
Para Gerta Kolas, a expansão da produção do açúcar mascavo em Capanema teve a influência da população local, descendente de alemães, acostumada a produzir o açúcar para consumo próprio. Há uns cinco ou seis anos, a produção foi se profissionalizando com a ajuda dos técnicos da Emater e hoje o segmento recebe subsídos de vários programas de governo.

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