Capacitar para competir
Curitiba - Os empresários paranaenses têm como principais estratégias para enfrentar a concorrência nacional e internacional a qualificação de pessoal, com 58,05%, seguido do enxugamento de custos (55,37%) e do lançamento de novos produtos (52,20%). Segundo os números da Sondagem Industrial, 44,15% dos industriais têm muito pouco ou não se aplica uma gestão de relacionamento com universidades e (ou) centros de pesquisa.
''No Brasil ainda há muito espaço para incrementar a produtividade da economia e ele pode ser preenchido por iniciativas que melhorem a educação dos trabalhadores. Falta capacitação profissional e ainda existe um gargalo muito grande'', Maurilio Schmitt, coordenador do Departamento Econômico da Fiep.''Há um distanciamento entre as empresas e as universidades. Isto não pode acontecer. Investimentos em inovação e tecnologia têm que acontecer em conjunto com as instituições para ampliarmos a participação dos novos profissionais'', reforçou o presidente da Fiep, Edson Campagnolo.
De acordo com a entidade, 250 mil trabalhadores estão inscritos para cursos profissionalizantes no Senai-Sesi para o ano que vem. ''Isto quer dizer que quase um terço da mão de obra da indústria vai passar pelo órgão. Falta escolaridde para atender as demandas das indústrias, ou seja, os profissionas precisam estar melhores capacitados'', explica Schimitt.
Com exceção da telefonia e da energia, a maioria dos industrais paranaenses está insatisfeita com a infraestrutura do Estado. De acordo com Maurílio Schimitt, entre todos os Brics, a infraestrutura brasileira é a que está com mais problemas. Mais de 80% da escoagem dos produtos ocorre pelas rodovias.
''Temos que fazer chegar ao consumidor final. Dependemos de uma logística moderna, mas não é o que ocorre. A infrestrutura ainda é deficitária'', afirmou Schmitt. ''As empresas aumentam sua produção, buscam uma mão de obra qualificada, tentam se desenvolver. Falta o poder público fazer a sua parte e melhorar a infraestrutura'', destacou Roberto Zurcher, economista da Fiep. (R.C.Jr.)





