Depois de quatro anos trabalhando como auxiliar de eletrotécnica em um oficina, Anderson José Tonel resolveu especializar-se em alguma profissão e escolheu o curso Técnico em Instrumentação Industrial do Senai. Ele ingressou nos estudos em 2002, quando foi lançada a primeira turma, e atualmente é técnico de Elétrica e Instrumentação da multinacional Milenia Agrociências, de Londrina.
Após um ano de curso, ele se desligou da empresa que trabalhava para procurar estágio na área e depois de um mês surgiu a oportunidade na Milenia, onde está há seis anos. Tonel foi contratado para o cargo de instrumentista e no primeiro semestre recebeu promoção. ''Estou muito satisfeito com a minha profissão. A vocação é de família porque meu pai é eletricista e me auxilou na escolha, que é a tendência do mercado'', conta.
Desde o ano passado ele é docente da disciplina de Informática Industrial, que integra a grade do curso técnico no Senai e também treina os alunos para as Olimpíadas entre as unidades do Serviço Nacional da Indústria. A competição avalia as etapas de execução de projetos na área de instrumentação. Em 2009, o curso do Senai Londrina recebeu o título de campeã estadual.
Entrar neste mercado de trabalho, segundo Tonel, demanda capacitação devido à concorrência e às novas políticas de segurança. O técnico tem que ter conhecimento da área nas partes de elétrica, automação e noção básica de mecânica. A instrumentação abre um leque para todas as áreas, por isso é necessário sempre ampliar o conhecimento, se qualificar de acordo com as exigências do setor, que está em contante crescimento. ''Força de vontade e capacitação são as palavras chaves para o sucesso da carreira'', ensina.
Ele conta que vários estagiários já passaram pela empresa e todos estão empregados, ''o que comprova as inúmeras vagas oferecidas neste mercado''. O setor está crescendo cada vez mais devido à redução dos custos para implantar sistemas automatizados. ''Os diretores estão vendo que vale a pena investir em automação porque vai garantir muitos benefícios como a qualidade e segurança do processo de produção. A automação minimiza a probabilidade de erro se comparada ao trabalho manual'', explica Tonel.
O técnico é responsável pela manutenção dos aparelhos de automação e calibração dos instrumentos, que inclui revisão periódica criteriosa. ''É uma profissão que está em constante mudança e exige profissional atualizado, inovado, que analise cada situação de maneiras diferentes''. (A.V.)

mockup