A nova geração ''D'' representa um público consumidor extremamente importante por sua capacidade de movimentar o mercado. Essa fatia é composta por adolescentes nascidos a partir de 1994, que hoje têm entre 8 e 16 anos, explica Lívia Hollerback, head de Tendências da Voltage - representante exclusiva da The Future Laboratory no Brasil. ''Eles têm valores diferentes das gerações passadas, com a lógica do digital incutida, sabendo que não são valorizados por terem a informação e retê-la, mas por compartilhá-la. Os teens tendem a levar essa lógica também para o off-line'', explica.
Ela estima que em 10 anos, a Geração D estará no comando, por ser bem mais empreendedora. ''Devemos estudá-la porque vai orientar o mercado de amanhã'', ressalta Lívia. Nesse contexto, uma marca que não se conecta com os teens no plano virtual perde bastante porque eles estão acostumados a ter todas as informações num clique de mouse.
A pesquisa da empresa britânica aponta que o mercado para adolescentes (consumidores entre 8 e 18 anos) nunca foi tão expressivo como hoje. No Brasil, embora o número de adolescentes esteja em queda, em 2000, o País contava com 28,5 milhões de brasileiros com idades entre 12 anos e 19 anos, que formam um contingente expressivo de consumidores conforme o relatório; em 2015 serão 27,2 milhões de pessoas, ou seja, 13,5% da população brasileira.
A professora de Marketing e Estratégia da PUCPR, Solange Lima Barbosa, afirma que ocorre um movimento duplo entre o consumidor adolescente e o mercado. As empresas identificam o público para explorá-lo e chamar a sua atenção, oferecendo produtos diferenciados que chamem a atenção e, ao mesmo tempo, quando o público descobre a possibilidade de acesso a esses itens, estimula a indústria a desenvolver novas possibilidades e a lançar produtos específicos para ele.
No Brasil
Segundo a pesquisa, nove em cada 10 adolescentes brasileiros (de 14 anos a 18 anos) possuem um telefone celular; oito em cada 10 jovens enviam diariamente SMS. As compras on-line não representam uma atividade popular entre os adolescentes porque apenas 14% têm cartão de crédito.
Os teens brasileiros passam mais tempo em frente à televisão, sobretudo a tevê aberta, do que em frente ao computador; são 11 horas semanais assistindo tevê contra sete horas navegando na internet. ''Pesquisas revelam aumento significativo em tempo médio de acesso à internet, mas ainda há um deficit muito grande de internet em casa, o que influencia no acesso'', justifica Solange. (A.V.)

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