Duas chapas disputam o comando da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) na eleição que será realizada no dia 13 de agosto. O empresário Rodrigo Rocha Loures tenta a reeleição e Álvaro Luiz Scheffer encabeça o grupo de oposição, denominado ''Identidade sindical - aproximando sindicatos''.
Segundo Scheffer, o nome sintetiza os ideais dos participantes. ''A nossa proposta é que a federação retorne aos seus objetivos originais de atender as demandas dos sindicatos que representa'', diz. ''Queremos quebrar um paradigma: para a chapa os 96 sindicatos têm uma federação e não a federação tem 96 sindicatos'', afirma, ao defender a reaproximação da entidade com sua base.
A busca pela mudança nos rumos da entidade começou pela composição da chapa. O grupo escolheu como candidato à presidência um industrial que atua no interior do Estado. ''Minha candidatura só foi possível porque possuo um endereço em Curitiba, porque o estatuto da Fiep determina que o presidente deve ser da Capital'', diz Scheffer.
Essa é uma das regras que a chapa pretende alterar se for eleita, promovendo a mudança no estatuto. O grupo também se posiciona contra a reeleição na entidade.
A interiorizaação da Fiep é outra proposta de ação do grupo.''Vamos dar voz a todos os setores e os resultados das atividades devem ser acompanhados de perto'', completa Scheffer.
De acordo com os candidatos, o sistema Fiep deve ser referência em administração, planejamento e transparência. ''A Fiep tem que garantir suporte para o desenvolvimento da indústria em qualquer tempo e condição', defende o candidato.
A construção do futuro faz parte dos objetivos do grupo liderado por Rodrigo Rocha Loures, que concorre à reeleição. ''A busca por esse objetivo exige investimentos em competitividade e produtividade'', diz Loures. A consolidação do Plano Político Industrial na federação é a principal proposta e, segundo o candidato, vai privilegiar a participação de todos os setores da indústria no Paraná.
O olhar para o futuro vai exigir a organização de ações a curto, médio e longo prazo. ''Acostumamos agir com visão a curto prazo e a nossa intenção é ampliar essa ação'', diz o candidato. Para atingir a demanda, Loures afirma que a nova diretoria, se eleita, vai promover atividades para desenvolver capacidades e competências no setor industrial. ''Vamos reforçar o apoio aos Arranjos Produtivos Locais (APLs), parques tecnológicos e agências de desenvolvimento regional, sempre envolvendo lideranças locais'', diz.
Loures afirma que a atual diretoria promoveu uma grande renovação no sistema Fiep. ''Houve um resgate ético e moralização da entidade. Adotamos a filosofia da gestão democrática, garantindo voz a todos os segmentos da indústria'', diz. Foram realizados encontros de desenvolvimento compartilhado e instaladas 10 agências de desenvolvimento regional. Segundo ele, atualmente estão em funcionamento 20 APLs em todo o Estado.
Ele cita como avanços da gestão o aumento dos investimentos no setor em 15 vezes e no número de matrículas nos cursos e treinamentos no Sesi e Senai, o que garantiu ganhos na produtividade das empresas. ''A profissionalização é o grande instrumento da federação'', diz. Loures afirma também que as ações da federação estenderam-se para todo o Estado. ''As ações estavam restritas à Região Metropolitana de Curitiba'', completa.

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