Dois candidatos que atualmente fazem parte da diretoria da Federeção das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) disputam a eleição para a presidência da entidade no próximo dia 3 de agosto. Edson Campagnolo e Ricardo Barros são dois dos 15 vice-presidentes da federação. O primeiro é apoiado pelo atual presidente, Rodrigo Rocha Loures, e o segundo é o candidato de oposição.
As chapas Fiep Independente e Nova Fiep ainda estão em processo de homologação de candidaturas, mas o clima da disputa já está acirrado. Razão para isso não faltam: a entidade, que congrega o Serviço Social da Indústria (Sesi), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Instituto Euvaldo Lodi tem um orçamento de aproximadamente R$ 450 milhões, representa 40 mil empresas e emprega mais de três mil pessoas no Estado.
O ex-deputado federal pelo PP, ex-prefeito de Maringá e secretário licenciado da Indústria e do Comércio do Paraná, Ricardo Barros, acusa a federação de usar a máquina em favor de Campagnolo.''O Rodrigo tem feito campanha desde dezembro. Ele chama os presidentes dos sindicatos para conversar, para apoiar a continuidade do seu comando político. E manda o Campagnolo representá-lo nos eventos'', aponta Barros, que encabeça a chapa Nova Fiep.
Ele também acusa a instituição de fazer política partidária. De acordo com Barros, a entidade se engajou nas campanhas de Rodrigo Rocha Loures (filho homônimo do presidente), em 2008, quando se elegeu deputado federal pelo PMDB e em 2010, quando foi vice de Osmar Dias na disputa pelo governo do Estado.
A Fiep, por meio da Diretoria de Comunicação, negou''veementemente'' as acusações. Já Campagnolo diz que sua campanha tem sede e estrutura próprias, independentes da Fiep. ''Infelizmente, ele (Barros) está tentando confundir. Como político profissional que é, está partindo para o vale-tudo'', acusa o candidato que encabeça a chapa Fiep Independente.

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